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No radar do mercado: volume de serviços cresce 1,7% em março

O volume de serviços teve uma alta mensal de 1,7% em março, acima das projeções do mercado (0,8%)

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Crédito: Getty Images

O volume de serviços teve uma alta mensal de 1,7% em março, segundo dados divulgados hoje pelo IBGE. O resultado veio acima das projeções do mercado (0,8%). Com isso, o setor recuperou a perda de janeiro (-1,8%) e alcançou o maior patamar desde maio de 2015. O setor apresenta alta de 11,4% na comparação anual e está 7,2% acima do patamar pré-pandemia.

As cinco atividades pesquisadas tiveram taxas positivas. Entre os destaques estão transportes (2,7%) e serviços de informação e comunicação (1,7%). Outros avanços vieram dos setores profissionais, administrativos e complementares (1,5%), prestados às famílias (2,4%) e outros serviços (1,6%). Dentre elas, a única que ainda não superou o patamar pré-pandemia é a de serviços prestados às famílias, que ainda passa por um processo de normalização com a reabertura total da economia.

Os dados mostram que o consumo segue impulsionado por uma melhora nos salários reais e por um nível baixo da poupança das famílias, após alcançar patamares elevados na pandemia. São fatores que compensam a tendência de queda das concessões de crédito ao consumidor em meio às altas taxas de juros.

Além da Pesquisa Mensal de Serviços, a estimativa agrícola do IBGE, também divulgada hoje, teve melhora. Com isso, nossa projeção para o PIB do primeiro trimestre subiu de 1,1% para 1,3% t/t.

Inflação ao produtor nos EUA sobe 0,5%

Segundo dados do Departamento do Trabalho dos Estados Unidos, o Índice de Preços ao Produtor (PPI, na sigla em inglês) registrou uma alta mensal de 0,5% em abril, em linha com o esperado pelo mercado.

Também houve uma revisão da leitura de março, de 1,4% para 1,6%. Com isso, o indicador deu um salto de 11% na comparação anual, mas ainda desacelerando em relação ao resultado do mês anterior (11,5%). 

Excluindo alimentos e energia, o indicador avançou 0,4% mês/mês, abaixo das projeções (0,7%). Em 12 meses, houve alta de 8,8%. 

Rússia reduz envio de gás para Alemanha

O governo alemão afirmou que a Rússia reduziu o fluxo de gás natural enviado para o país pela subsidiária da estatal Gazprom. A interrupção para a Alemanha, a maior importadora de gás russo, é entendida como uma retaliação às sanções impostas pela Europa devido ao conflito na Ucrânia.

Segundo o noticiário, o ministro da Economia da Alemanha, Robert Habeck, afirmou que o governo monitora a situação de perto e que existem alternativas para compensar o corte. Porém, ressaltou que Vladimir Putin pode usar as exportações de energia como uma estratégia de defesa contra a Europa.