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No radar do mercado: volume de serviços sobe 0,2% em abril, abaixo do esperado

O volume de serviços teve uma variação mensal de 0,2% em abril, segundo divulgado hoje pelo IBGE. O resultado veio abaixo das projeções do mercado (0,5%)

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Crédito: Getty Images

O volume de serviços do Brasil teve uma variação mensal de 0,2% em abril, segundo a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) divulgada nesta terça-feira pelo IBGE. O resultado veio abaixo das projeções do mercado (0,5%).

Na comparação anual, o setor teve alta de 9,4%, também abaixo das expectativas (10,5%), mas assinalando a 14ª taxa positiva consecutiva do indicador. O crescimento é de 9,5% no acumulado do ano e de 12,8% em 12 meses. Com o resultado divulgado hoje, os serviços estão 7,2% acima do nível pré-pandemia, de fevereiro de 2020.

Apenas duas das cinco atividades pesquisadas registraram alta no mês de abril: informação e comunicação (0,7% m/m) e serviços prestados às famílias (1,9% m/m), impulsionados pela demanda de serviços de alojamento e alimentação, relacionados à reabertura da economia diante do fim restrições contra a Covid-19. É o segundo resultado positivo consecutivo para ambas as atividades, que acumulam ganhos de 2,5% e 5,2%.  Por outro lado, transportes (-1,7% m/m); profissionais, administrativos e complementares (-0,6% m/m); e outros serviços (-1,6% m/m) apresentaram retração.

Com o resultado de hoje, a nossa projeção para o PIB do segundo trimestre caiu de 1,1% para 1,0% t/t. Para 2022, esperamos um crescimento de 1,6%.

Mercados (atualizado às 12h)

Embora menor, a aversão global ao risco continua nesta manhã, e o Ibovespa negocia ao redor dos 102 mil pontos, com cerca de 0,6% de queda. Os investidores digerem a possibilidade crescente de o Federal Reserve anunciar amanhã uma aceleração no ritmo de alta nos juros, de 50 para 75 pontos-base, com o objetivo de frear a inflação americana, que veio bem acima do esperado na última semana.

Enquanto a Petrobras puxa o índice brasileiro para cima com a alta nos preços do petróleo, o movimento é limitado pelos papéis ligados às commodities metálicas, que acompanham a queda na cotação do minério de ferro no exterior.

Na renda fixa, as taxas de juros futuros operam em alta ao longo da curva com os riscos fiscais no radar após a aprovação do PLP 18/22 no Senado e o avanço de mais de 1% dos preços do petróleo. O dólar opera ao redor da estabilidade.