Nossa recomendação de investimentos de abril

Nicholas McCarthy, Chief Investment Officer (CIO) do Itaú, resume a análise do cenário e as alocações do comitê de investimentos

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Itaú Private Bank

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Decisões do Comitê de Investimentos
Crédito: Itaú Private Bank

Divulgamos nesta quinta-feira, 02, as perspectivas e estratégias do nosso comitê de investimentos, que se reúne mensalmente para decidir as alocações táticas das carteiras-modelo, baseadas nos cenários macroeconômico internacional e local. Desta vez, fizemos mudanças nas alocações em renda variável internacional.

Entenda a seguir a nossa avaliação do cenário e dos mercados.

Internacional


  • O cenário continua permeado de incertezas. A combinação de atividade e inflação fortes nos Estados Unidos tem destoado das principais economias desenvolvidas, postergando a expectativa para o início do ciclo de cortes de juros.

  • Na Europa, o quadro de atividade fraca e uma trajetória de desinflação em estágio mais avançado indicam que o Banco Central Europeu deve liderar o início do ciclo de cortes de juros nos países desenvolvidos.

  • Na China, o crescimento econômico surpreendeu no início do ano, mas há incertezas quanto ao ritmo à frente. Ainda aguardamos novos anúncios de estímulos fiscais e monetários nos próximos meses, o que deve levar o crescimento chinês para cerca de 5% neste ano.

  • Com este cenário em mente, aumentamos nossa exposição à bolsa americana e reduzimos a alocação em bolsas europeias, dada a recente correção nos mercados em abril e a perspectiva de uma atividade mais fraca na Europa.

  • Seguimos otimistas com as bolsas de mercados emergentes. Vemos fatores positivos para a classe contribuir positivamente para os portfólios no médio prazo.

  • Continuamos com uma visão construtiva com títulos de crédito americano com grau de investimento (investment grade). Embora as taxas tenham se aproximado de sua média histórica, ainda apresentam um potencial de retorno atrativo em comparação com a taxa de dividendos da bolsa americana.

Local


  • A conjuntura econômica segue favorável. A economia cresceu em ritmo sólido no primeiro trimestre e a inflação tem sido mais baixa do que o esperado.

  • As incertezas domésticas e internacionais, por sua vez, limitam a velocidade e o espaço para o Banco Central cortar a taxa Selic.

  • Na renda fixa, as taxas vêm refletindo esse cenário, com títulos prefixados e NTN-Bs voltando a ter taxas mais elevadas e atrativas. Assim, seguimos com uma visão construtiva com o juro real.

  • Seguimos otimistas com a bolsa brasileira. A redução da taxa Selic, ainda que mais lenta, combinada ao crescimento nos lucros das empresas, múltiplos descontados, além do posicionamento leve dos investidores locais justificam a nossa visão.

Confira no áudio abaixo um resumo feito pelo CIO do Itaú, Nicholas McCarthy:

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