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Nossa recomendação de investimentos de dezembro

Nicholas McCarthy, Chief Investment Officer (CIO) do Itaú, resume a análise de cenário e as alocações das carteiras-modelo local e internacional

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Itaú Private Bank

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Crédito: Itaú Private Bank

Divulgamos nesta quarta-feira, 13, o resultado do nosso comitê de investimentos, que se reúne mensalmente para decidir as alocações táticas das carteiras-modelo. Desta vez, mantivemos as posições nas carteiras inalteradas. Entenda, a seguir a nossa avaliação e perspectivas para 2024.

Internacional

  • Após os bancos centrais dos países desenvolvidos praticamente anunciarem o fim do ciclo de alta dos juros, o tema central para 2024 será quando os juros podem cair;
  • A dinâmica da inflação tanto nos países desenvolvidos como no Brasil vai ser chave para definir a extensão e magnitude do corte de juros;
  • Nos EUA, a inflação segue em queda gradual. O núcleo do indicador, no entanto, tem apresentado ritmo mensal compatível com uma inflação acima da meta, em linha com nossa expectativa de que será necessária uma política restritiva por período estendido;
  • Na Europa, a queda da inflação tem se mostrado mais abrangente e, aliada à situação mais frágil da atividade econômica, sugere que o Banco Central Europeu deva iniciar seu processo de flexibilização monetária antes do Fed;
  • A expectativa de novos programas de estímulo econômico na China e os múltiplos descontados para os pares desenvolvidos reforçam a visão de que as bolsas emergentes devem ter boa performance à frente;
  • Nesse cenário, decidimos manter as alocações na carteira, seguindo com uma alocação acima do neutro em títulos com grau de investimento nos EUA e em bolsas de mercados emergentes.

Local

  • No Brasil, a atividade econômica se mostra mais resiliente, mas vemos alguma desaceleração, com o PIB avançando 0,1% t/t no terceiro trimestre;
  • O processo de desinflação gradual continua, e acreditamos que essa dinâmica mais favorável para a inflação deve continuar em 2024;
  • O Banco Central termina o ano com mais uma queda de 50 pontos-base na taxa Selic na reunião de hoje para 11,75% a.a.;
  • Nesse contexto de conjuntura doméstica mais favorável, aliada a menores riscos associados ao cenário externo, mantivemos nossas recomendações para a carteira local inalteradas;
  • A valorização da bolsa nas últimas semanas vem em linha com nossa perspectiva para a renda variável, a qual ocupa importante parcela em nossas carteiras recomendadas;
  • Na renda fixa pré, as taxas apresentaram uma forte compressão. A decisão tomada em nosso último encontro de incrementar a parcela investida nesta classe foi acertada;
  • Por fim, seguimos otimistas com juro real e sem alocações em moedas.

De olho em 2024

  • O risco mais preocupante para 2024 é termos uma inflação mais elevada do que o esperado, que obrigue a manutenção de juros altos por mais tempo ou que até force mais altas de juros no exterior;
  • O cenário geopolítico também demanda atenção, mas tudo indica que não deve influenciar fortemente os mercados;
  • O fiscal continua demandando atenção no Brasil e nos países desenvolvidos.

Confira no vídeo abaixo um resumo feito pelo nosso CIO, Nicholas McCarthy:

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