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Nossa recomendação de investimentos de março

Nicholas McCarthy, Chief Investment Officer (CIO) do Itaú, resume a análise do cenário e as alocações do comitê de investimentos

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Itaú Private Bank

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Crédito: Itaú Private Bank

Divulgamos nesta terça-feira, 19, as perspectivas e estratégias do nosso comitê de investimentos, que se reúne mensalmente para decidir as alocações táticas das carteiras-modelo, baseadas nos cenários macroeconômico internacional e local. Entenda a seguir a nossa avaliação do cenário e dos mercados.

Internacional

  • A atividade econômica americana mais resiliente, a postura mais cautelosa do Federal Reserve (Fed, banco central americano) e as pressões inflacionárias no início do ano empurraram as expectativas do mercado para um início de cortes de juros mais tardio, ainda que na primeira metade do ano;
  • Na Europa, a “última milha” a ser percorrida para convergir a inflação à meta tem sido mais demorada do que o esperado. A resiliência do componente de serviços e salários elevados justificam a abordagem mais cautelosa do Banco Central Europeu (BCE), e esperamos que o corte nos juros comece em junho.
  • Na China, o feriado do Ano Novo Lunar levou a um aumento do turismo e consumo no país, mas acreditamos que esse aumento da demanda seja sazonal. O setor imobiliário, por sua vez, continua a registrar fraqueza.
  • Diante desse cenário, mantivemos nossas posições inalteradas.
  • Seguimos otimistas com as bolsas de mercados emergentes. Vemos fatores positivos para a classe contribuir positivamente para os portfólios no médio prazo.
  • Continuamos construtivos com títulos de crédito americano com grau de investimento (investment grade). A tendência de alta nas margens destas empresas deve ajudar a sustentar retornos, embora o diferencial nas taxas destes títulos já não apareça tão atrativo quanto antes.

Local

  • A conjuntura econômica segue favorável. A atividade se mantém robusta, com o PIB de 2023 atingindo 2,9%. Para 2024, a continuidade do processo de redução da taxa de juros e a evolução favorável da renda disponível das famílias devem ajudar a sustentar o crescimento econômico.
  • Na frente de preços, a inflação segue rodando em níveis baixos, mas com aceleração do componente de serviços, pressionado pelo mercado de trabalho apertado e aceleração de salários.
  • Seguimos observando uma deterioração dos resultados fiscais, apesar das surpresas positivas na arrecadação. Ainda há incertezas quanto ao sucesso das iniciativas para aumentar a receita e à execução de despesas consistentes com o arcabouço aprovado e com o cumprimento da meta fiscal.
  • Nesse contexto de conjuntura doméstica mais favorável, apoiada por um cenário externo benigno, estamos mais otimistas com a bolsa brasileira. A correção que observamos no início do ano abre uma janela de oportunidade. O cenário internacional benigno também deve servir como um impulso para ativos de risco globais.
  • Continuamos considerando que a renda fixa é atrativa, em especial o juro real devido à preservação do poder de compra que esta classe proporciona.
  • Seguimos enxergando fundamentos sólidos para uma valorização do Real. No entanto, quando consideramos a distribuição de risco dentro de nossas carteiras, a relação risco vs. retorno da renda fixa e da renda variável, nos parecem mais atrativas.

Confira no áudio abaixo um resumo feito pelo CIO do Itaú, Nicholas McCarthy:

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