Itaú Blog

Payroll: EUA criam 223 mil vagas em dezembro

No Radar do Mercado: o relatório de folha de pagamentos dos EUA indicou uma criação vagas de trabalho acima do esperado; na zona do euro, a inflação desacelerou

Foto do Autor

Itaú Private Bank

• 3 minutos de leitura

Crédito: Getty Images

O relatório de folha de pagamentos dos Estados Unidos, o Payroll, indicou a criação de 223 mil vagas de trabalho em dezembro, acima das projeções do mercado (203 mil). Ainda assim, houve uma desaceleração em relação à leitura de novembro, que foi revisada para baixo (de 263 mil para 256 mil).

O crescimento de postos de trabalho ocorreu principalmente no setor de educação e saúde, além de lazer e hospitalidade.

A taxa de desemprego surpreendeu e caiu para 3,5%, enquanto a expectativa era de uma manutenção do valor registrado anteriormente (3,7%). Além disso, houve revisão da leitura de novembro, para 3,6%. Por sua vez, a taxa de participação subiu em dezembro, para 62,3%, acima das projeções do mercado.

Os ganhos salariais por hora trabalhada avançaram 0,3% no mês, para 32,82 dólares. Também houve uma revisão para baixo na leitura de novembro. Nos últimos 12 meses, a alta registrada foi de 4,6%, abaixo do esperado e da leitura do mês anterior (que foi revisada para baixo, para 4,8%).

Se por um lado o relatório apresenta uma criação de emprego ainda sólida no país, pressionando o Federal Reserve (Fed, banco central americano) por nova alta de 50 pontos-base nos juros na reunião de fevereiro, por outro, os dados de salários podem sinalizar uma desaceleração mais rápida do que o esperado. As atenções agora se voltam para a leitura de inflação de dezembro, a ser divulgada na próxima semana.

Inflação desacelera na zona do euro em dezembro

O Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês) da zona do euro desacelerou e saiu do patamar de dois dígitos. Na comparação anual, a alta foi de 9,2% na leitura preliminar de dezembro, enquanto em novembro o indicador registrou 10,5%. O resultado de hoje veio abaixo das expectativas do mercado (de 9,5%).

Ao olhar a quebra dos componentes, houve novamente uma moderação nos preços de energia, o que colaborou para a desaceleração do indicador. Já a inflação dos alimentos permaneceu praticamente estável.

Por outro lado, o núcleo do CPI, que exclui as pressões de energia e alimentos, acelerou em relação ao registrado no mês anterior, para 5,2% a/a, ligeiramente acima das expectativas do mercado, à medida que a inflação de serviços e de bens subiu.

Dessa forma, ainda que o índice “cheio” tenha desacelerado, a leitura do núcleo mantém a pressão sobre o Banco Central Europeu (BCE) por mais uma alta de 50 pontos-base nas taxas de juros na próxima reunião, prevista para acontecer no início de fevereiro.

O que achou deste conteúdo?