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Payroll: EUA criam 263 mil vagas em setembro

No Radar do Mercado: apesar da desaceleração na criação de vagas nos EUA, a taxa de desemprego caiu; no Brasil, vendas no varejo recuaram em agosto

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Itaú Private Bank

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Crédito: Getty Images

O relatório de folha de pagamentos dos Estados Unidos, o Payroll, indicou a criação de 263 mil vagas de trabalho em setembro, praticamente em linha com o esperado pelo mercado e desacelerando em relação ao mês anterior (315 mil). O crescimento ocorreu principalmente no setor de lazer e hospitalidade e na área da saúde.

A taxa de desemprego caiu, de 3,7% no mês anterior para 3,5%, abaixo do esperado. Em parte, isso é explicado por uma queda na taxa de participação, de 62,4% para 62,3%.

Por sua vez, os ganhos salariais por hora trabalhada avançaram 0,3%, para 32,46 dólares. Nos últimos 12 meses, porém, houve uma moderação no ritmo de alta para 5%.

De maneira geral, apesar da desaceleração na criação de vagas, os dados sugerem que a economia do país permanece sólida, ainda com uma forte criação de empregos e baixa taxa de desemprego.

A leitura, portanto, não deve afetar a avaliação do Federal Reserve (Fed, banco central americano) sobre o mercado de trabalho, que continua resiliente, e reforça o cenário de um aumento nos juros em 75 pontos-base. Nesse contexto, a leitura de inflação de setembro deve ter papel fundamental na avaliação da magnitude do movimento da próxima reunião, que acontece no início de novembro.

Vendas no varejo recuam em agosto

O volume de vendas no varejo brasileiro teve uma variação mensal de -0,1% em agosto, segundo divulgado hoje pelo IBGE. Na comparação anual, o comércio cresceu 1,6%, acima do consenso (0%).

Cinco das oito atividades pesquisadas tiveram taxas positivas em agosto. O maior crescimento ocorreu no segmento “Tecidos, vestuário e calçados”. Já a maior retração ocorreu no segmento 'Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação”.

No varejo ampliado, que inclui veículos e material de construção, houve recuo de 0,6% frente a julho. Na base anual, a comércio caiu 0,7%, em linha com as expectativas do mercado (-0,8%).

As vendas no varejo sensíveis ao crédito ficaram praticamente estáveis na margem, enquanto os segmentos sensíveis à renda registraram um ligeiro crescimento.

Acreditamos que os resultados corroboram a desaceleração da atividade econômica no terceiro trimestre. Apesar de esperar um crescimento marginal em setembro, as vendas no varejo devem encerrar o trimestre em campo negativo. Já o nosso tracking (estimativa de alta frequência) para o PIB do 3T22 permaneceu em +0,2% tri/tri (+3,1% a/a).

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