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PBoC corta juros, enquanto Fed pausa ciclo de altas

Na contramão da maioria dos bancos centrais, o PBoC reduziu suas taxas para estimular a atividade econômica; já nos EUA, inflação persistente pode exigir novas altas

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Itaú Private Bank

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Crédito: Getty Images/Itaú Private Bank

A semana começou com a surpresa nos cortes nas taxas de juros feitos pelo Banco Central da China (PBoC), que enfrenta um enfraquecimento da atividade econômica após um começo de ano vigoroso com o fim das restrições contra a Covid-19.

Na sequência, o Federal Reserve (Fed, banco central americano) pausou o ciclo de alta nos juros, mas surpreendeu ao indicar que novas elevações podem ser necessárias.

Agora, as atenções se voltam para a decisão de Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom), que será divulgada na próxima quarta-feira.

Confira os destaques da semana:

Inflação dos EUA sobe 0,1% em maio, em linha com o esperado

O Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês) dos EUA subiu 0,1% em maio, desacelerando na comparação com o mês anterior (0,4%) e em linha com as expectativas. Na comparação anual, a alta foi de 4,0%, também cedendo frente a abril (4,9%), especialmente devido ao componente de energia. O núcleo do indicador, que exclui os itens mais voláteis, avançou 0,4% em maio, mantendo o ritmo anterior, mas cedendo na base anual, para 5,3%.

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Fed pausa ciclo de elevação nas taxas de juros

O Comitê Federal de Mercado Aberto do Federal Reserve (FOMC, na sigla em inglês) manteve os juros no intervalo de 5% a 5,25% ao ano. A decisão unânime veio em linha com o esperado, mas houve uma surpresa na indicação de que pode haver mais altas até o final do ano. A projeção do Fed para os juros em 2023 subiu de 5,1% para 5,6%. Houve também revisão para melhor nas projeções de PIB e desemprego. Em coletiva após a reunião, o presidente do Fed, Jerome Powell, buscou separar as discussões de nível e ritmo e disse que, ainda que exista a expectativa de novas altas, o estágio do ciclo de aperto permite um ritmo mais parcimonioso.

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Produção industrial e vendas no varejo nos EUA surpreendem o mercado

A produção industrial americana caiu 0,2% em maio, desacelerando na comparação com abril e abaixo da projeção do mercado. As vendas no varejo também surpreenderam com uma alta de 0,3%, enquanto a expectativa era de uma retração do indicador. O grupo de controle, que tem maior relação com o componente de consumo do PIB, veio em linha com o esperado, subindo 0,2%, mas houve uma revisão para baixo na leitura de abril. Os dados seguem indicando resiliência da atividade econômica, ainda que em gradual desaceleração.

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BCE mantém ritmo e eleva juros em 25 pontos-base

O Banco Central Europeu (BCE) elevou as taxas de juros em 25 pontos-base, mantendo o ritmo de alta, como esperado. Houve uma elevação nas projeções das autoridades para a inflação e para o núcleo (que exclui itens mais voláteis) para os próximos três anos. A revisão foi mais expressiva para 2023, dado o ritmo lento da desinflação e o forte mercado de trabalho. A expectativa é que a inflação se aproxime da meta apenas em 2025, mas que ainda fique ligeiramente acima. Em coletiva de imprensa, Christine Lagarde, presidente do BCE, afirmou que uma nova alta nos juros provavelmente acontecerá em julho.

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Atividade econômica desacelera na China em maio

Os dados de atividade da China de maio vieram abaixo do esperado, mostrando a desaceleração da economia no segundo trimestre, vindo de uma reabertura vigorosa com o fim das restrições contra a Covid-19 no primeiro trimestre. A produção industrial desacelerou para 3,5% na base anual, enquanto as vendas no varejo cederam para 12,7%. O índice de investimentos em ativos fixos também desacelerou, para 4%, enquanto a taxa de desemprego ficou estável. Além disso, o setor imobiliário continua pesando negativamente na atividade.

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Banco Central da China corta taxa de juros

O banco central da China (PBoC, na sigla em inglês) cortou os juros de sua linha de recompra (repo) de uma semana em 10 pontos-base, para 1,9%, em uma decisão que surpreendeu o mercado e que poderia indicar o início de mais políticas para estimular a atividade no segundo semestre, que perde tração à medida que o impulso inicial da reabertura se dissipa. Na mesma semana, houve um corte de mesma magnitude nas taxas da linha de crédito de médio prazo (MLF) de um ano.

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Varejo e setor de serviços registram queda em abril

As vendas no varejo ampliado caíram 1,6% na comparação mensal (+3,1% em relação a igual período do ano anterior). Já o volume de serviços no Brasil recuou 1,6% em abril frente a março, abaixo das expectativas do mercado. Na comparação anual, o setor avançou 2,7%. A retração no mês foi mais disseminada, acompanhada por quatro das cinco atividades pesquisadas. A única expansão ficou com serviços prestados às famílias, que recuperaram parte da perda acumulada no mês anterior. Nosso tracking, estimativa de alta frequência, para o PIB ficou estável em 0,3% tri/tri e 2,6% a/a para o segundo trimestre.

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Cenário – Brasil: atividade resiliente e inflação menor

Elevamos nossa projeção do PIB de 2023 para 2,3% devido ao melhor desempenho no 1T23 e da maior resiliência do consumo das famílias. A expectativa para 2024 também subiu, para 1,5%. Reduzimos a projeção para a taxa de desemprego de 2023 e 2024 para 8,0%. Também diminuímos a projeção de inflação para 2023 para 5,3%. Para 2024, a expectativa foi revisada para 4,4%. Revisamos a projeção de câmbio para R$5,00 por dólar no final de 2023 e antecipamos o início do ciclo de corte de juros para setembro, em 0,25 p.p., seguido de dois cortes de 0,50 p.p., levando a Selic para 12,50% no final do ano.

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Cenário – Global: desenvolvidos encerrando ciclo de alta de juros

A inflação global mais persistente ainda leva a aumentos adicionais de juros em mercados desenvolvidos, enquanto os cortes se aproximam nos emergentes. Nos EUA, elevamos as projeções para o PIB para 1,5% em 2023 e para 0,5% em 2024. Esperamos que o Fed eleve a taxa de juros em 0,25 p.p. em julho, para 5,4%. Na Europa, o PIB crescerá 0,8% em 2023. Na China, reduzimos as projeções para o PIB para 5,4% em 2023 e para 4,4% em 2024, com tendência estrutural de queda no setor de construção.

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