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PMI aponta desaceleração da atividade chinesa no segundo trimestre

No Radar do Mercado: Índice de Gerentes de Compras (PMI) da China fica abaixo das expectativas, sinalizando enfraquecimento da atividade econômica no segundo trimestre; no Brasil, mercado de trabalho continua forte

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Créditos: Getty Images

Na China, o Índice de Gerentes de Compras (PMI) de maio ficou abaixo das expectativas, sinalizando adicional desaceleração da atividade econômica no segundo trimestre, após desempenho acima do esperado no início do ano. No setor manufatureiro, o PMI registrou 48,8 pontos.

De acordo com os dados divulgados pelo Escritório Nacional de Estatísticas (NBS, na sigla em inglês), detalhes do setor de manufatura sugerem um enfraquecimento dos principais componentes de produção e novos pedidos, tanto domésticos quanto externos. Além disso, destaca-se que os preços dos insumos caíram, indicando uma intensificação de pressões deflacionárias em meio às condições de demanda mais fraca.

No setor não manufatureiro, o PMI registrou 54,5 pontos, também abaixo das expectativas, com quedas nos componentes de serviços e construção. Com isso, o PMI composto recuou para 52,9, sugerindo que o ímpeto da recuperação pós-reabertura desacelerou no segundo trimestre e ameaçando a recente onda de revisão altista para o PIB chinês em 2023.

No Brasil, mercado de trabalho segue forte em abril

De acordo com a PNADC (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua), a taxa de desemprego atingiu 8,5% no trimestre encerrado em abril, abaixo das expectativas do mercado (8,8%). Com ajuste sazonal, a taxa de desemprego registrou queda, para 8,1%.

Durante o período, observou-se um crescimento tanto do emprego no setor formal quanto no informal, enquanto a taxa de participação aumentou ligeiramente.

A massa salarial real efetiva registrou alta, impulsionada pelo aumento do emprego e elevação dos salários.

Espera-se uma desaceleração gradual do mercado de trabalho nos próximos meses devido ao impacto defasado dos juros elevados na economia. Os dados, no entanto,indicam um mercado de trabalho mais resiliente. Assim, temos um viés de baixa na projeção da taxa de desemprego (9,0%) no final deste ano.

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