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Reino Unido tem novo primeiro-ministro; Na China, Xi Jinping é reeleito

No Radar do Mercado: semana começa com a reeleição de Xi Jinping na China e com a escolha do novo primeiro-ministro britânico; no Brasil, expectativas para a inflação seguem em queda

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Crédito: Getty Images

Rishi Sunak é eleito primeiro-ministro do Reino Unido

O ex-ministro das Finanças, Rishi Sunak foi eleito primeiro-ministro do Reino Unido. Favorito para ocupar o cargo, ele foi o único candidato que conseguiu o apoio de pelo menos 100 parlamentares do Partido Conservador. Aos 42 anos, ele se tornou o premiê mais novo em 200 anos.

Entre os adversários, Penny Mourdant retirou a candidatura por não atingir o número necessário para concorrer à eleição interna. Já Boris Johnson afirmou ter assegurado o volume mínimo, mas já havia anunciado sua desistência no domingo, argumentando que não conseguiria unir o partido.

Agora, Sunak enfrentará o desafio de alcançar a estabilidade econômica, além de reconstruir a reputação fiscal do Reino Unido e de seu próprio partido.

Xi Jinping assume terceiro mandato na China

Xi Jinping foi reeleito para seu terceiro mandato, assumindo o cargo de secretário-geral do Partido Comunista e presidente por mais 5 anos, se tornando o líder mais poderoso da China desde Mao Tsé-tung.

Além da vitória, agora a composição do Politburo, comitê executivo responsável pela elaboração de políticas e nomeação de demais autoridades do governo, está mais inclinada à vertente de Xi.  Muitos desses cargos foram assumidos por pessoas sem experiência prévia, mostrando sinais de que Xi valorizou mais a lealdade ideológica do que a experiência política em si. Para promover mais aliados, Xi ignorou muitas normas sobre idade, sucessão, experiência e divisão de poder, para aumentar seu apoio no Politburo.

Essa mudança estrutural poderia acarretar em um maior risco político chinês, uma vez que Xi poderia avançar sem resistência com sua agenda de maior regulamentação e estatização da economia.

O PIB chinês do terceiro trimestre foi divulgado e surpreendeu positivamente, ao avançar 3,9% na comparação anual, acelerando em relação aos 0,4% do trimestre anterior. A leitura mais forte mostrou a normalização da atividade depois dos lockdowns do segundo trimestre, com crescimento puxado pelo setor manufatureiro e de serviços.

No Brasil, projeção de inflação para 2022 continua em queda

O Relatório Focus de hoje apontou uma leve queda nas expectativas de inflação. Comparada à semana anterior, a mediana das projeções recuou para 2022 (de 5,62% para 5,60%), mas ainda acima do teto da meta de inflação deste ano (de 5%). A meta central é de 3,50%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

Para 2023, a projeção recuou para 4,94%, também acima da meta para o ano (de 3,25%). Para 2024, houve um avanço de 3,43% para 3,50%, pouco acima do centro da meta de 3%. 

Em relação à atividade econômica, a mediana para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2022 subiu para 2,76%. Para 2023, houve uma alta de 0,59% para 0,63%. Para 2024, subiu para 1,80%.

Em semana de decisão do Copom, as estimativas para a taxa Selic seguiram inalteradas para 2022 (13,75%), 2023 (11,25%) e 2024 (8%). As expectativas para o câmbio seguiram a R$/US$ 5,20 para 2022 e 2023. Para 2024, houve ligeira alta para R$/US$ 5,11.

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