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Relator apresenta parecer sobre novo arcabouço fiscal

No Radar do Mercado: enquanto arcabouço fiscal voltou ao foco com as mudanças do relator, o setor de serviços recuou no 1T23; na China, a atividade econômica deu sinais de fraqueza

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Créditos: Getty Images

Relator apresenta parecer sobre novo arcabouço fiscal

O deputado federal Cláudio Cajado, relator da proposta de novo arcabouço fiscal, apresentou sua análise do projeto de lei. De modo geral, ele trouxe melhorias em relação ao texto original, principalmente no que diz respeito aos mecanismos de impositividade da regra. A Câmara dos Deputados deve votar um requerimento de urgência, abrindo caminho para uma aprovação da proposta na próxima semana.

Setor de serviços recua 0,3% no primeiro trimestre

O volume de serviços no Brasil avançou 0,9% em março frente a fevereiro, segundo a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) do IBGE, acima das expectativas do mercado (0,5%). Na comparação anual, o setor avançou 6,3%, também acima do esperado (5,1%). A expansão no mês foi acompanhada por três das cinco atividades pesquisadas, com destaque para o setor de transportes e de serviços profissionais. No sentido oposto, ficaram os grupos de serviços prestados às famílias e outros serviços. Com a leitura de hoje, o setor recuou 0,3% tri/tri no primeiro trimestre. A receita real no período foi impulsionada principalmente pelo agronegócio e pela resiliência do mercado de trabalho. Esperamos uma desaceleração gradual do setor nos próximos meses em meio a juros elevados. Nosso tracking (estimativa de alta frequência) do PIB para o 1T23 permaneceu em 1,3% tri/tri (3,2% a/a).

Dados de atividade da China desapontam

O Escritório Nacional de Estatísticas da China (NBS, na sigla em inglês) divulgou os dados de atividade referentes ao mês de abril, que vieram abaixo do esperado e sinalizaram que a economia perdeu tração ao entrar no 2º trimestre. Na comparação anual, a produção industrial registrou um crescimento 5,6%, bem abaixo da expectativa de 10,9%, mas acelerando em relação à última leitura de 3,9%. O aumento nessa comparação pode ser explicado pelo efeito base de comparação do ano passado, quando medidas de lockdown chegaram a fechar diversas cidades, como Xangai. Os investimentos em ativos fixos apresentaram desaceleração, passando de 4,8% para 3,9% na base anual. Por outro lado, as vendas no varejo registraram um crescimento de 18,4% na comparação anual, com a melhora disseminada entre serviços e bens. Por sua vez, houve queda na taxa de desemprego, de 5,5% para 5,2%. No entanto, o desemprego entre a população jovem continuou subindo, atingindo um nível recorde. Diante desses números mais fracos de abril, crescem as preocupações de uma desaceleração mais forte no segundo trimestre. A situação coloca pressão sobre as autoridades chinesas para adotarem medidas adicionais de estímulos, especialmente ao setor imobiliário, que continua mostrando sinais de fraqueza.

Produção industrial e vendas no varejo avançam nos EUA

A produção industrial dos Estados Unidos subiu 0,5% em abril, acima das expectativas e da leitura de março. A utilização da capacidade da indústria avançou para 79,7%, em linha com o esperado. A produção manufatureira, por sua vez, surpreendeu positivamente e cresceu 1% na comparação mensal. Hoje também houve a divulgação das vendas no varejo dos EUA, que subiram 0,4% em abril, abaixo das expectativas. Porém, o grupo de controle, que tem maior relação com o Produto Interno Bruto (PIB), surpreendeu o mercado ao avançar 0,7%, mais do que esperado.

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