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Relatório de Inflação: projeções em torno da meta nos horizontes mais longos

No Radar do Mercado: relatório de inflação do Banco Central traz projeções consistentes com nossa visão de que a taxa Selic deve encerrar o ciclo ao redor de 9,00%

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Créditos: Getty Images

Relatório de Inflação: projeções em torno das metas

O Banco Central divulgou o Relatório Trimestral de Inflação (RI). Como esperado, a estimativa do PIB para 2023 passou de 2,0% para 2,9%, refletindo a forte surpresa positiva no segundo trimestre, com a ressalva de que o crescimento nos próximos trimestres e no ano que vem deve ter ritmo menor.  

Em linha com o comunicado e ata da decisão mais recente de política monetária, não há menção a uma eventual aceleração do ritmo de redução dos juros. Porém, acreditamos que o movimento pode se tornar mais provável à medida que o cenário evoluir, em especial no que diz respeito a uma maior clareza sobre o processo de desinflação e a desaceleração da economia no segundo semestre.  

De forma geral, o relatório mostra projeções consistentes com a nossa expectativa (e atual consenso de mercado) de que a taxa Selic deve encerrar o ciclo de flexibilização monetária em cerca de 9,00% a.a., uma vez que as estimativas de inflação apresentadas para 2025 e 2026 no cenário de referência, com taxa terminal entre 8,50% e 9,00%, estão bem próximas às metas.  

IGP-M de setembro vem próximo do esperado pelo mercado

A FGV divulgou hoje o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), que subiu 0,37% em setembro, próximo do esperado (0,35%). Com isso, a taxa acumulada em 12 meses passou de -7,2% para -6%.  

O índice de preços ao produtor amplo (IPA) acelerou, após registrar deflação em agosto, com destaque para a influência do diesel, com o aumento de preços anunciado em agosto e que reflete integralmente na apuração de setembro, e do minério de ferro. Já o IPA agrícola desacelerou na comparação mensal, com a influência negativa de bovinos e do leite in natura.  

O índice de preços ao consumidor (IPC) acelerou no mês e acumula uma alta de 4,2% em 12 meses. Por fim, os custos de construção registraram alta, influenciados por mão de obra, materiais, equipamentos e serviços. 

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