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Renda Fixa: cenários e oportunidades com a queda da Selic

Confira os principais pontos abordados na live que teve a participação de Humberto Vignatti e Guilherme Wertheimer

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Itaú Private Bank

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Crédito: Itaú Private Bank

Na última quarta-feira, realizamos uma live para os nossos clientes explorando os cenários e as oportunidades de investimento em renda fixa em meio a atual trajetória de queda na taxa Selic. O bate-papo com Humberto Vignatti, nosso estrategista de renda fixa, foi moderado por Guilherme Werthmeier, nosso superintendente de investimentos.

A seguir, confira os principais pontos abordados na conversa:

  • Passado o período de alta dos juros de 2021 a 2022, os investimentos em renda fixa se encontram em um momento mais favorável em 2023;
  • No cenário externo, temos uma dinâmica de inflação caminhando gradualmente para baixo, mas sem contaminar a atividade econômica;
  • No mercado local, o ímpeto reformista tem se mostrado persistente nos últimos anos, com destaque para a fase final de aprovação do novo arcabouço fiscal e o início das discussões a respeito de uma nova reforma tributária;
  • Apesar de ainda estarmos fora da meta, tivemos uma melhora nas expectativas de inflação até mesmo para 2024 e 2025. Ainda há trabalho a ser feito em política monetária, mas já começamos a ver o quadro melhorando e o mercado precificando de acordo com o esperado;
  • A expectativa é de terminar 2023 com a Selic em 11,75%, mas alguns pontos podem influenciar o Banco Central a reconsiderar o ritmo de corte anunciado, levando a autoridade a intensificar esse movimento;
  • É preciso observar a desaceleração em curso nos países desenvolvidos, com destaque para a China, e entender se a inflação externa irá convergir para a meta ou se ela será mais resiliente que o esperado;
  • Ao avaliar os investimentos em renda fixa em cenários de queda de juros, costumamos focar na precificação do ponto terminal do movimento, mas sua trajetória e ritmo são também muito importantes. A redução da Selic mais rápida pode gerar ganhos consideráveis;
  • Os investimentos pós-fixadas trouxeram bons retornos nos últimos dois anos, mas acreditamos que o momento atual é importante para trazer para o portfólio alternativas que não estarão disponíveis no futuro;
  • Temos uma visão construtiva com o juro real (IPCA+), principalmente com títulos de ao menos cinco anos de prazo, que devem continuar se beneficiando da queda de juros e da redução da percepção de risco Brasil;
  • No crédito privado, a pressão de alta em spreads foi temporária no início do ano, mas esse mercado vem se recuperando e a taxas voltaram ao nível do ano passado. Estamos em um momento de oferta e demanda mais favorável;
  • Existem alguns riscos no cenário atual a serem considerados, como o fenômeno El Niño, que vai até março do ano que vem e pode afetar a produção de alimentos, além de uma possível elevação nos preços dos barris de petróleo.

Assista a um trecho da conversa abaixo: