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Revisamos nossos cenários local e global

Além da nossa revisão de cenário mensal, semana foi marcada pela divulgação do IPCA e do Payroll americano

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Itaú Private Bank

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Crédito: Getty Images/Itaú Private Bank

Nos EUA, a criação de vagas segue resiliente, mas as pressões salariais vieram abaixo da expectativa. Assim, o mercado deve continuar aumentando as apostas por uma alta nos juros de 50 pontos-base na próxima reunião do Fed.

Divulgamos também nossas revisões de cenário local, diante dos riscos fiscais e monetários elevados, e global, com juros mais altos em economias desenvolvidas.

Confira, abaixo, mais detalhes dos fatores que impactaram os mercados nos últimos dias.

IPCA sobe 0,84% em fevereiro

O IPCA teve uma alta mensal de 0,84% em fevereiro, acelerando frente a janeiro e acima das expectativas do mercado. A leitura segue indicando desinflação gradual, com o índice “cheio” desacelerando em 12 meses para 5,60% – a inflação acumulada deve atingir patamar inferior a 4% em junho deste ano – e com medidas de núcleo em trajetória de desinflação, ainda que gradual.

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Payroll surpreende com criação de vagas nos EUA

O Payroll indicou a criação de 311 mil vagas de trabalho em fevereiro. O resultado veio novamente acima das projeções do mercado, que esperava uma desaceleração (225 mil), após a forte leitura do mês anterior, que foi revisada para baixo agora. A taxa de desemprego também surpreendeu e subiu de 3,4 para 3,6%, enquanto a expectativa era de uma manutenção da leitura anterior.

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Revisão de cenário – Brasil: riscos fiscais e monetários elevados

Refletindo o formato mais focalizado de reajuste da tabela do imposto de renda do que supúnhamos, agora estimamos déficit primário de 1,2% do PIB em 2023 e de 0,7% do PIB em 2024, e dívida bruta em 76% e 79% do PIB, respectivamente. Revisamos também a projeção de inflação em 2023 para 6,1%, de 6,3%, incorporando cortes de preços da gasolina pela Petrobras, compensando parte do efeito da reoneração de tributos federais.

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Revisão de cenário – Global: juros mais altos nos EUA

Nos EUA, a atividade resiliente (revisamos nossa projeção para o PIB de 2023 para 1,3%) e inflação persistente (projeção para o núcleo do PCE em 2023 em 4,0%) levam a uma taxa de juros maior (5,6% em 2023) e menos cortes adiante (4,9% em 2024). Na Europa, diante do ritmo de crescimento (agora estimamos o PIB de 2023 em 0,8%) e do núcleo de inflação ainda pressionado, o Banco Central Europeu (BCE) deve elevar a taxa de juros para 4,0%.

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China define meta de crescimento para 2023

A China estabeleceu sua meta para o PIB de 2023 em “ao redor de 5,0%”, abaixo do consenso de mercado, que esperava uma projeção de “acima de 5,0%”. Assim, o governo demonstra uma visão conservadora em relação à atividade, em linha com a postura mais cautelosa em relação aos estímulos à economia. Mantemos nossa projeção para o PIB em 5,3%.

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Inflação chinesa desacelera e surpreende mercado

O Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês) da China avançou 1% em fevereiro, na comparação anual, desacelerando em relação a janeiro e abaixo das projeções. Já o Índice de Preços ao Produtor (PPI, na sigla em inglês) recuou 1,4% na comparação anual, em uma queda ligeiramente mais profunda do que o esperado pelo mercado (-1,3%). A leitura mais fraca também indica menor pressão à frente sobre a inflação de bens em nível global.

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