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Revisamos os nossos cenários: Brasil e Global

No Radar do Mercado: entre as mudanças, revisamos a nossa projeção para o PIB de 2022; hoje também houve as divulgações do volume de serviços brasileiro e da flexibilização de medidas contra a Covid na China

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Itaú Private Bank

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Crédito: Getty Images

Revisão de cenário - Brasil: incerteza elevada

O crescimento da atividade econômica deve perder força neste segundo semestre. Esperamos que o PIB cresça 0,4% no 3T22 e 0,1% no 4T22, fechando o ano em 2,7%. Para 2023, esperamos alta de 0,7% (de 0,5%). Também revisamos nossas projeções da taxa de desemprego para 8,6% em 2022 e para 9,3% em 2023.

Aumentamos a projeção para o IPCA de 2022 para 5,8%. Para 2023, mantivemos em 5,0%, com riscos para ambos os lados. Esperamos cortes na Selic apenas no segundo semestre de 2023, para 11,00%.

A sustentabilidade fiscal segue no centro das atenções. Estimamos superávit primário de 1,1% do PIB em 2022, déficit de 1,5% em 2023 e dívida bruta em 74% (2022) e 78% do PIB (2023). As projeções de taxa de câmbio foram mantidas.

Leia o relatório completo.

Revisão de cenário - Global: fim do dólar forte?

Apesar de riscos mais equilibrados, entendemos que ainda é cedo para afirmar que o período de dólar forte chegou ao fim. Nos EUA, o banco central pode reduzir o ritmo de alta, mas está longe de uma pausa. Os juros devem atingir 5,25%-5,50%, com o PIB desacelerando para 0,0% e inflação em 3,0% em 2023.

Na Europa, perspectivas ainda são desafiadoras para a economia (com variação do PIB de -0,8% em 2023), com alívio no preço do gás apenas no curto prazo. O banco central deve subir a taxa de juros para 2,5%.

Na China, o crescimento fraco não é apenas consequência das medidas contra a Covid, mas também das questões estruturais no mercado imobiliário e da chamada “prosperidade comum”. Projetamos crescimento do PIB de 4,5% em 2023.

Leia o relatório completo.

China flexibiliza restrições contra a Covid-19

Em meio ao aumento de casos de Covid-19, a China anunciou a flexibilização de restrições sanitárias, como diminuição do tempo de isolamento de viajantes que chegam do exterior, de testes em massa e do tempo de isolamento para quem teve contato próximo ou secundário com infectados. Agora, áreas de risco também ficaram limitadas a blocos residenciais, não mais a distritos inteiros.

Também houve mudanças estruturais para o enfrentamento do vírus, como a melhoria da infraestrutura, o aumento do estoque de medicamentos e a preparação de mais leitos de UTI para eventuais altas de hospitalizações. Entre as prioridades, estão a dose de reforço na vacinação de idosos e a aceleração de pesquisas para melhorar a eficácia das vacinas locais.

Serviços crescem 0,9% em setembro

O volume de serviços teve uma alta mensal de 0,9% em setembro, acima das expectativas (0,3%). Na comparação anual, o setor teve alta de 9,7%, a 19ª taxa positiva consecutiva. Com o resultado, os serviços estão 11,8% acima do nível pré-pandemia.

No mês, a variação foi majoritariamente positiva. Três das cinco atividades pesquisadas cresceram. Os destaques foram para informação e comunicação, que registrou o terceiro resultado positivo consecutivo. As demais expansões vieram dos serviços prestados às famílias e dos profissionais, administrativos e complementares. Com o resultado, a receita real do setor avançou 3,2% no 3T22, mostrando resiliência no trimestre. Ainda esperemos que o crescimento econômico perca força no 4T22.

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