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Revisamos os nossos cenários local e global para julho

No Radar do Mercado: divulgamos a revisão de cenário local considerando uma parcimônia no corte dos juros, e global, com a continuidade do ciclo de aperto monetário nos desenvolvidos; já o Focus trouxe uma ligeira queda na expectativa de inflação de 2023

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Itaú Private Bank

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Crédito: Getty Images

Revisão de Cenário – Brasil: parcimônia nos cortes de juros

Revisamos a projeção de inflação em 2023 para 5,1%, incorporando o corte de preços da gasolina na refinaria e a inflação mais baixa de produtos industrializados. Para 2024, mantemos a estimativa em 4,4%.

Seguimos com a projeção do PIB em 2023 e 2024 em 2,3% e 1,5%, respectivamente. A estimativa de câmbio permanece em R$ 5,00 por dólar em 2023 e R$ 5,25 por dólar em 2024.

Acreditamos que o Banco Central começará a reduzir a taxa Selic com um corte de 0,25 p.p. em agosto e sucessivos cortes de 0,50 p.p. a partir de setembro, terminando 2023 em 12,00% e 2024 em 9,50%. A resiliência da atividade econômica, a pouca ociosidade no mercado de trabalho, os núcleos da inflação elevados, a perspectiva dos desenvolvidos continuarem a subir juros e o desafio fiscal demandam cautela, com reduções graduais na taxa de juros.

Leia o relatório completo.

Revisão de Cenário – Global: desenvolvidos ainda sobem juros

A inflação resiliente e os mercados de trabalho apertados levam à continuidade dos ciclos de alta de juros nos países desenvolvidos. Esperamos desaceleração gradual da inflação e da atividade adiante. Já os países emergentes estão mais próximos do início do ciclo de corte dos juros.

Nos EUA, subimos nossa projeção para o PIB em 2023 para 1,7%. A atividade econômica resiliente e uma inflação persistente levarão o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) a subir os juros para 5,6%, com altas em julho e novembro. Na Europa, reduzimos a projeção para o PIB em 2023 para 0,5%, mas a inflação alta e a resiliência no nível de emprego farão com que o Banco Central Europeu (BCE) eleve os juros até 4,0% (após dois acréscimos de 0,25 p.p.). Na China, o PIB deve crescer 5,4% em 2023.

Leia o relatório completo.

Focus: ligeira queda na expectativa de inflação de 2023

O Banco Central divulgou hoje mais uma edição semanal do Relatório Focus. A pesquisa com os participantes do mercado não registrou grandes mudanças em relação à semana passada. 

A mediana das expectativas de inflação do IPCA diminuiu para 2023 (4,95%), mas se manteve estável para os próximos anos: 2024 (3,92%), 2025 (3,60%) e 2026 (3,50%). Lembrando que a meta definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) é de 3% para os próximos anos, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para baixo ou para cima.

Com relação à política monetária, a mediana das expectativas para a taxa Selic seguiu inalterada para 2023 (12,00%) 2024 (9,50%) e 2025 (9,00%). Para 2026, houve uma ligeira alta (8,75%). 

A mediana das projeções de crescimento do PIB não se alterou para 2023 (2,19%) e 2024 (1,28%). Por outro lado, caiu ligeiramente para 2025 (1,80%) e 2026 (1,88%).

Por fim, a mediana das estimativas para taxa de câmbio (BRL/USD) permaneceu estável para 2023 (a R$/US$ 5,00), mas caiu para 2024 (a R$/US$ 5,06) e 2025 (R$/US$ 5,15). Para 2026, seguiu estável (a R$/US$ 5,20).

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