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Setor bancário global passa por turbulência

A semana foi marcada por temores no mercado global diante da falência de bancos americanos e pela forte queda nas ações do Credit Suisse

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Itaú Private Bank

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Crédito: Getty Images/Itaú Private Bank

A turbulência no setor bancário global movimentou a semana dos investidores globais. As autoridades americanas garantiram que os clientes podem sacar seus recursos e anunciaram um programa de empréstimo de emergência, mas o Federal Reserve deve seguir mais cauteloso em suas próximas decisões de política monetária.

Houve ainda a forte queda das ações do Credit Suisse, algo que afetou também os papéis de outros bancos europeus. Posteriormente, o banco suíço anunciou medidas que acalmaram as preocupações e sinalizaram que o contágio para o setor como um todo pode ser mitigado.

Confira, abaixo, mais detalhes dos fatores que impactaram os mercados nos últimos dias.

Instabilidade financeira exige Fed mais cauteloso

Após a falência do Silicon Valley Bank (SVB) e do Signature Bank, o Federal Reserve, o Federal Deposit Insurance Corporation (FDIC) e o Departamento do Tesouro afirmaram que vão garantir que os clientes das instituições possam sacar seus recursos e anunciaram um programa de empréstimo de emergência para bancos que precisam de crédito para cumprir suas obrigações. Embora as ações possam reduzir alguns riscos, o Fed deve ser mais cauteloso na condução de sua política monetária.

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Credit Suisse pede empréstimo para Banco Nacional Suíço

As ações do Credit Suisse atingiram seu valo mínimo histórico após seu principal acionista, o Saudi National Bank, descartar dar mais assistência financeira. Os temores pressionaram papéis de bancos europeus, mas posteriormente o CS anunciou a tomada de um empréstimo com o Banco Nacional Suíço (BNS) para fortalecer sua liquidez e restabelecer a confiança dos investidores. As medidas foram importantes para acalmar as preocupações e sinalizam que o contágio da situação para o setor como um todo pode ser mitigado.

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Apesar da turbulência bancária, BCE eleva juros conforme esperado

O Banco Central Europeu (BCE) elevou suas três principais taxas de juros em 50 pontos-base, mantendo o ritmo de alta com a justificativa de que a expectativa é que a inflação permaneça elevada por um longo período. Quanto aos acontecimentos no sistema bancário, o comunicado destacou que o setor é resiliente na Europa, bem posicionado em termos de capital e liquidez e que há ferramentas para fornecer liquidez ao sistema financeiro, se necessário.

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No Brasil, taxa de desemprego vem acima do esperado

A taxa de desemprego brasileira ficou em 8,4% no trimestre encerrado em janeiro, ligeiramente acima das expectativas do mercado (em 8,2%). Com ajuste sazonal, o indicador avançou para 8,6%. A piora se deve a uma queda mais intensa no emprego formal, enquanto o segmento informal contribuiu positivamente, após recuar por seis meses. A desaceleração do mercado de trabalho, que começou mais claramente no 4T22, deve se intensificar adiante.

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Inflação dos EUA desacelera em fevereiro

O Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês) dos EUA subiu 0,4% em fevereiro, desacelerando em relação a janeiro e em linha com as expectativas. Na base anual, a alta foi de 6%, cedendo frente ao mês anterior. A leitura de inflação, porém, trouxe um núcleo (que exclui os itens mais voláteis, como alimentos e energia) novamente pressionado, algo que se soma aos dados mais fortes de atividade na economia americana no início deste ano.

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Produção industrial dos EUA fica estável

A produção industrial americana ficou estável (0%) em fevereiro, desacelerando em relação ao mês anterior (após revisão altista para 0,3%) e abaixo das expectativas (0,2%). A utilização da capacidade da indústria permaneceu em 78%, diante da revisão da leitura anterior (78,3% para 78%), enquanto o mercado esperava aumento (78,5%). Já a produção manufatureira desacelerou de 1,3% para 0,1%, enquanto a expectativa do mercado era de -0,2%.

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Vendas no varejo caem nos EUA em fevereiro

As vendas no varejo dos EUA caíram 0,4% em fevereiro, queda ligeiramente mais acentuada do que o esperado, após subir 3,2% em janeiro. De maneira geral, a leitura mais fraca indica que a demanda vem sendo impactada pela inflação mais persistente, além do aperto monetário promovido pelo Federal Reserve. Por outro lado, os núcleos mais fortes indicam que, apesar da desaceleração, a economia segue apresentando resiliência.

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Dados de atividade da China apontam recuperação

Os dados de atividade chineses referentes a janeiro e fevereiro mostraram recuperação generalizada, sinalizando que o processo de reabertura segue em curso. As vendas no varejo avançaram 3,5% na comparação anual, revertendo a queda de dezembro. A produção industrial subiu 2,4%, acelerando frente ao resultado anterior. Já os investimentos em ativos fixos da China cresceram 5,5%, enquanto desemprego apresentou uma melhora modesta.

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Banco central da China corta taxa de compulsório bancário

O Banco central da China (PBoC, na sigla em inglês) cortou a taxa de compulsório bancário em 25 pontos-base, levando a média ponderada para instituições financeiras para 7,6%. O corte ajuda a dar suporte ao crédito e fortalecer a recuperação econômica em meio ao processo de reabertura. A expectativa é que a medida injete uma liquidez no mercado de cerca de 500 bilhões de yuans, sustentando o ritmo acelerado de empréstimos dos primeiros meses do ano.

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