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Taxa de desemprego fica acima do esperado; na China, PBoC corta taxa de compulsório

No Radar do Mercado: a taxa de desemprego brasileira ficou em 8,4% no trimestre encerrado em janeiro; na China, o banco central fez um corte na taxa de compulsório bancário para injetar liquidez no mercado

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Itaú Private Bank

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Crédito: Getty Images

A taxa de desemprego ficou em 8,4% no trimestre encerrado em janeiro, segundo a Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua). O resultado veio ligeiramente acima das expectativas do mercado (em 8,2%). Segundo o IBGE, a taxa é a menor para o período desde o trimestre encerrado em janeiro de 2015 (6,9%).

Com ajuste sazonal, a taxa de desemprego avançou de 8,5% para 8,6%. A piora na margem se deve a uma queda mais intensa no emprego formal, enquanto o segmento informal contribuiu positivamente, após recuar por seis meses.

A desaceleração do mercado de trabalho, que começou mais claramente no 4T22, deve se intensificar adiante. A queda da participação do setor formal e a queda da massa salarial efetiva após um longo período de alta colocam um viés negativo em nossas projeções para o mercado de trabalho.

Banco central da China corta taxa de compulsório bancário

O Banco central da China (PBoC, na sigla em inglês) decidiu cortar a taxa de compulsório bancário em 25 pontos-base, levando a taxa média ponderada para instituições financeiras para 7,6%. A medida vale a partir de 27 de março.

O corte pequeno ajuda a dar suporte ao crédito e fortalecer a recuperação econômica no curto prazo, em meio ao processo de reabertura. A expectativa é que a medida injete uma liquidez no mercado de cerca de 500 bilhões de yuans, sustentando o ritmo acelerado de empréstimos observados nos primeiros meses do ano.

Produção industrial dos EUA fica estável em fevereiro

A produção industrial americana ficou estável (0%) em fevereiro, desacelerando em relação ao mês anterior (após revisão altista para 0,3%) e abaixo das expectativas do mercado (0,2%).

A utilização da capacidade instalada da indústria permaneceu em 78%, diante da revisão da leitura anterior (78,3% para 78%), enquanto o mercado esperava aumento (78,5%). Já a produção manufatureira desacelerou de 1,3% para 0,1%, enquanto a expectativa do mercado era de -0,2%.

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