Teto da dívida dos EUA: uma novela política e econômica

Veja os principais pontos discutidos na edição mensal da live Market Update, em que falamos sobre o teto de gastos americano e seus impactos no mercado

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Itaú Private Bank

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Créditos: Itaú Private Bank

Na última terça-feira, 23, realizamos nossa live mensal "Market Update" sobre os mercados globais, com a participação de Marcelo Aagesen, Head of Global Markets and Strategy, Niraj Patel, Chief Equities Strategy, e Alejandro Estevez-Breton, Chief Fixed Income, todos do Itaú Private Bank Internacional. O evento também contou com a participação da nossa economista-chefe, Gina Baccelli.

Durante a conversa, os convidados explicaram que a questão do teto de gastos dos Estados Unidos tem gerado preocupações políticas e econômicas. As negociações envolvem cortes de gastos e a necessidade urgente de aumentar o limite de endividamento. Com o Tesouro Nacional próximo de atingir o limite de emissão de dívida, medidas de emergência estão sendo consideradas. O risco de calote em títulos do Tesouro pode ocorrer caso o governo não cumpra com suas obrigações, e a polarização política intensifica ainda mais a situação, com ambos os partidos buscando concessões.

A escassez de recursos do governo é evidente, especialmente devido à queda na arrecadação de impostos, mas existem alternativas em análise, como pagar apenas a dívida ou buscar soluções para a falta de recursos. Há ainda incerteza quanto à possível ativação de uma emenda para aumentar o teto da dívida e sua aceitação pela Suprema Corte.

O mercado não tem refletido tantas preocupações quanto os cientistas políticos, mas está apreensivo com o risco de inadimplência e suas consequências econômicas. A situação fiscal nos Estados Unidos é delicada, exigindo ajustes estruturais, e a falta de acordo político pode resultar em um impacto recessivo na economia, afetando o emprego.

O esperado, a exemplo de situações similares anteriores, é uma solução de última hora. Porém, caso isso ocorra, o potencial de danos é significativo, já que as projeções fiscais indicam um contínuo aumento da dívida pública.

A influência política, a polarização e a perspectiva econômica tornam esse desafio de longo prazo ainda mais complexo. A dívida americana só havia atingido nível parecido no período após a segunda guerra mundial, quando atingiu seu maior patamar em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), alcançando cerca de 106% do PIB, o que significa que a dívida do governo excedia em 6% a produção econômica anual do país.

Confira os principais tópicos abordados durante a live:

  • A questão da dívida nos Estados Unidos é uma preocupação política e está sendo acompanhada como uma novela.
  • A negociação envolve cortes de gastos e a necessidade de aumentar o teto da dívida.
  • O Tesouro Nacional está próximo de atingir o limite de emissão de dívida, e é preciso tomar medidas de emergência.
  • Existe o risco de calote em alguns títulos do Tesouro se o governo não conseguir pagar suas obrigações.
  • A polarização política intensifica a situação, com ambos os partidos buscando concessões; enquanto democratas querem aumento de impostos, republicanos exigem cortes.
  • A falta de dinheiro do governo é evidente, principalmente devido à queda na arrecadação de impostos.
  • Há incertezas sobre o futuro, mas acredita-se que o governo pode optar por pagar apenas a dívida ou buscar uma solução para lidar com a falta de dinheiro.
  • A emenda 14 pode ser acionada para aumentar o teto da dívida, mas há dúvidas sobre sua aceitação pela Suprema Corte.
  • O mercado está preocupado com o risco de inadimplência e as consequências econômicas disso.
  • A situação fiscal nos Estados Unidos é delicada, com a necessidade de ajustes estruturais.
  • A falta de acordo político pode levar a um impacto recessivo na economia e afetar o emprego.
  • O mercado ainda espera uma solução de última hora, mas há potencial de danos.

Assista ao vídeo na íntegra: