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The Weekly Globe: a relação entre os ativos de mercados emergentes

As elevações das taxas de juros globais combinadas aos riscos recessivos têm influenciado o ambiente para ativos de países emergentes

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Itaú Private Bank

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O que aconteceu na última semana

A China permaneceu no centro das atenções na última semana. Enquanto Xangai deve sair do lockdown em 1º de junho, seguem os temores por restrições mais rigorosas em Pequim, diante do alto nível de casos de Covid-19. O governo anunciou mais medidas para estabilizar a economia, mas a taxa de crescimento do país ainda deve ser menor do que a meta para 2022 (5,5%).

Nesse contexto global, o S&P fechou a semana em alta de 6,6%, assim como as bolsas europeias, que subiram 3,0%. As bolsas emergentes variaram 0,8% e o Ibovespa subiu 3,2%. Na renda fixa, a Treasury americana de 10 anos caiu 4 pontos-base. Já o dólar teve mais uma semana de desvalorização, com o DXY fechando em -1,4%.

Mercados emergentes: a relação entre ativos de renda variável e renda fixa

Por Rodrigo Lopes, EM Equity Strategist, e Eduardo Coccaro, Strategy analyst

As elevações das taxas de juros globais combinadas aos riscos recessivos, que são exacerbados por fatores geopolíticos na Europa e pela política de Covid zero da China, têm influenciado o ambiente para ativos de países emergentes, com impacto negativo direto na performance dos títulos corporativos de renda fixa.

Entretanto, juros mais altos costumam também afetar as bolsas emergentes. O custo de financiamento mais elevado, tanto em moeda local quanto em dólar americano, deteriora as expectativas de resultados futuros.

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Falling Knives

Por Paul Marson, Chief Global Macro Strategist

Em certas fases do ciclo econômico e de mercado, as perspectivas de crescimento se deterioram, as de inflação melhoram e a tendência dos preços dos ativos fica negativa. Então, a volatilidade aumenta e a queda se torna algo mais extremo. Nesses momentos, quando o preço dos ativos cai, o retorno esperado geralmente sobe.

Devemos, a princípio, querer que os preços caiam, pois isso nos dá a oportunidade de comprar mais ativos bons a preços mais baixos. Como, então, conciliar o instinto de fuga dessas grandes quedas com o desejo racional de comprar coisas boas mais baratas? Em outras palavras, como podemos ter a certeza de que não estamos tentando pegar uma “falling knife”?

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