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Veja nossa revisão dos nossos cenários brasileiro e global

No Radar do Mercado: mudança traz riscos menores de inflação e recessão globais. No Brasil, manutenção do equilíbrio fiscal segue no centro das atenções

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Crédito: Getty Images

O crescimento da atividade econômica deve continuar desacelerando no próximo trimestre e no ano que vem. Esperamos que o PIB avance 0,1% no 4T22, fechando o ano em 3%. Para 2023, esperamos um crescimento de 0,9% (antes 0,7%), visando mais estímulos fiscais e a melhora da perspectiva da safra agrícola.

Também revisamos nossas projeções da taxa de desemprego para 8,2% em 2022 e para 8,5% em 2023. Os dados do mercado de trabalho seguem surpreendendo positivamente.

Reduzimos a projeção para o IPCA de 2022 para 5,6%, mas elevamos a de 2023 para 5,7% (de 5,0%), incorporando a volta do PIS/Cofins sobre a gasolina e uma desinflação mais lenta de serviços. Esperamos cortes na Selic apenas no último trimestre de 2023, para 12,50% (antes 11,0%).

A manutenção do equilíbrio fiscal continuará sendo um desafio relevante. Estimamos superávit primário de 1,1% do PIB em 2022, déficit primário de 1,9% em 2023 (anteriormente: déficit de 1,5%) e dívida bruta em 73% e 77% do PIB, respectivamente.

Leia o relatório completo.

Revisão de cenário - Global: menor risco de recessão?

No cenário global, o menor risco de inflação e o fim do ciclo global de aperto favorecem o crescimento. Para 2023, elevamos nossa projeção de expansão do PIB global de 1,8% para 2,3% devido a revisões para cima nas estimativas para as principais economias.

Nos EUA, a recessão provavelmente será evitada. Nossa projeção de crescimento do PIB foi ajustada para 0,5% (de 0%), mas a inflação ao consumidor deve terminar em 3,0% devido ao mercado de trabalho apertado. O banco central americano deve manter a taxa de juros em 5,1% até o segundo semestre de 2024.

De acordo com nossas perspectivas, a Europa enfrentará uma recessão mais leve que a esperada em 2023, com contração de -0,6% do PIB. A retomada do crescimento é esperada para 2024, à medida que a Europa encontra alternativas para se livrar da dependência do gás russo. Após tom duro do banco central europeu, esperamos que a taxa de juros atinja 2,75% (de 2,5%).

As perspectivas para a China também trazem menos riscos de resultados abaixo do esperado, graças à reabertura da economia e às medidas de apoio às incorporadoras. Projetamos um crescimento do PIB em 2023 maior que o previsto anteriormente (de 4,5% para 4,8%).

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