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Vídeo: nossas atualizações para o cenário macro de março

Confira os destaques do bate-papo com Nicholas McCarthy, Chief Investment Officer do Itaú, que foi moderado por Marcos Della Mana, Head de Sales Ultra High

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Itaú Private Bank

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Crédito: Itaú Private Bank

Aconteceu na terça-feira, 18, uma live exclusiva para os nossos clientes sobre os cenários macroeconômicos, tanto local quanto internacional, com Nicholas McCarthy, Chief Investment Officer do Itaú, moderada por Marcos Della Mana, Head de Sales Ultra High.

Veja, a seguir, os principais destaques do bate-papo.

Cenário internacional

  • A inflação global continua sua trajetória de queda, mas em um ritmo menos intenso do que o esperado, o que fez os Bancos Centrais sinalizarem uma postergação nos cortes de juros.
  • A maior expectativa do mercado está nos próximos passos do Federal Reserve (Fed, banco central americano). Anteriormente, a estimativa era de seis cortes nos juros neste ano. Atualmente, esperam-se três quedas, a partir de junho.
  • Na renda fixa, continuamos positivos com todo o cenário de juros, prevendo que, em algum momento, os juros começarão a ceder.
  • Estamos otimistas com títulos de crédito americano com grau de investimento (investment grade), pois são empresas que performariam bem até mesmo em caso de uma desaceleração mais intensa na economia americana.
  • A forte alta da bolsa americana tem surpreendido, um movimento que acontece devido aos lucros das empresas que vieram melhor do que o esperado. Se os juros não caírem em junho como esperado ou houver alta persistente na inflação, há a possibilidade de uma queda da bolsa no curto prazo.
  • Os mercados emergentes costumam performar melhor quando há sinalização de queda estrutural no dólar. Essa classe tem performado bem, mas isso só continuará quando houver clareza da desvalorização da moeda americana.
  • A escalada dos conflitos geopolíticos segue sendo um risco no cenário internacional, junto com a inflação. Os dados globais de PIB têm surpreendido, o que pode gerar um repasse aos salários e possivelmente postergaria as quedas de juros.

Cenário local

  • Uma queda de 50 pontos-base nos juros é um movimento esperado para a decisão do Copom nesta semana. A principal dúvida é se a postergação dos cortes americanos pode influenciar o banco central brasileiro.
  • Nossa previsão é que, ao final de 2024, a Selic esteja em 9,25% e a inflação em 3,60%.
  • Diante desse cenário, seguimos otimistas com o juro real, que deve apresentar melhor desempenho assim que houver uma tendência clara de corte nos juros nos EUA.
  • Com relação à bolsa brasileira, nossa visão é construtiva. Ela tem sido negociada com desconto, a 35% em relação aos emergentes e 25% em relação à sua média histórica.
  • Acreditamos que os investidores estrangeiros têm saído da bolsa brasileira para uma realocação na China. Quando os juros atingirem 10% ou menos, haverá uma saída da renda fixa em busca de maiores retornos.
  • Não vemos razão para uma depreciação forte do câmbio. Se o dólar começar a cair mundialmente, achamos que o dólar-real volta a cair.
  • As incertezas relacionadas ao fiscal são o principal risco no cenário local.

A seguir, confira um trecho da live, em que Nicholas explica o desempenho da bolsa americana.

Para assistir a live completa, fale com sua equipe de atendimento.