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Vídeo mensal: atualizações do cenário macro para agosto

Confira os principais pontos abordados na live que teve a participação de Nicholas McCarthy, CIO do Itaú, e Marcos Della Manna, Head de Sales Ultra High

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Itaú Private Bank

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Crédito: Itaú Private Bank

Aconteceu na quarta-feira, 09/08, uma live exclusiva para os nossos clientes sobre os cenários econômicos, tanto local quanto internacional, com Nicholas McCarthy, nosso Chief Investment Officer, moderada por Marcos Della Manna, nosso Head de Sales Ultra High. Veja, a seguir, os principais destaques do bate-papo.

Cenário internacional

  • O primeiro semestre foi de bastante debate com relação à política monetária nos países desenvolvidos. Havia muitas dúvidas sobre um hard ou soft landing na economia americana. Nossa visão já era de uma queda moderada, e agora boa parte do mercado convergiu para a nossa leitura;
  • A inflação americana deve seguir em queda, abrindo possibilidade para queda de juros ano que vem. A economia dos EUA tem surpreendido positivamente por sua resiliência.
  • A performance de diversas classes de ativos no mercado internacional foi positiva no primeiro semestre, tanto em bolsas (de emergentes, americana, europeia, japonesa), quando em renda fixa, dependendo do risco de crédito;
  • A bolsa americana subiu, em parte, puxada pelo setor de tecnologia, com a forte tendência de Inteligência Artificial (IA). Com uma queda de juros ano que vem, o setor pode continuar andando, mas outros também vão acelerar;
  • Nossa visão é que o dólar atingiu o pico no segundo semestre do ano passado e entrou em trajetória de desvalorização, favorecendo classes de ativo como bolsa de emergentes. Apesar de entender o peso do mercado chinês no índice (que precisa melhorar), estamos construtivos, pois o governo pode tomar mais medidas para estimular a economia local, se necessário;
  • Recentemente, uma casa de rating rebaixou a classificação dos EUA, um movimento alinhado com a nossa visão de cautela com o aumento do endividamento americano, algo que já estávamos com receio nos últimos anos e que justifica a nossa posição menos dolarizada.

Cenário local

  • O começo de ano foi favorável de modo geral para as classes de ativo, apenas com os multimercados enfrentando alguma dificuldade;
  • Na semana passada, o Banco Central fez a primeira redução de juros desde 2021, de 50 pontos-base, e sinalizou que a magnitude dos próximos cortes tende a ser a mesma. Acreditamos que, se a inflação surpreender para baixo, existe possibilidade de acelerar o ritmo.
  • Além do corte de juros, na onda positiva atual, houve a elevação da classificação da dívida brasileira por uma agência de rating, e o advento do arcabouço fiscal tira um pouco das incertezas que tínhamos no radar;
  • Na renda fixa, seguimos otimistas com juro real (títulos indexados à inflação), que deve continuar se beneficiando da queda de juros e da redução da percepção de risco Brasil;
  • A bolsa passou por uma recuperação importante, mas ainda está descontada. Para andar mais rápido, precisamos aguardar os efeitos do corte de juros, e o PIB tem de ser melhor que o esperado;
  • Tivemos uma valorização importante do real devido à uma somatória de fatores. Seguimos acreditando em uma apreciação, mas em ritmo que pode ser um pouco mais lento do que o ocorrido no começo do ano.

Abaixo, confira um trecho sobre o impacto do setor de tecnologia no desempenho da bolsa americana neste ano.

Para assistir a live completa, fale com sua equipe de atendimento.