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Vídeo mensal: atualizações do cenário macro para novembro

Confira os destaques do bate-papo que teve a participação de Gina Baccelli, Humberto Vignatti, Marcelo Menusso e Rodrigo Lopes, com moderação de Guilherme Wertheimer

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Crédito: Itaú Private Bank

Na quarta-feira, 08, realizamos mais uma live exclusiva para os nossos clientes, trazendo detalhes sobre a nossa visão do cenário macroeconômico e dos mercados, tanto local quanto internacional. Gina Baccelli, nossa economista-chefe, Humberto Vignatti, Rodrigo Lopes, estrategistas de renda fixa e renda variável, respectivamente.

A conversa, que foi moderada por Guilherme Wertheimer, nosso superintendente de investimentos, também contou com a participação especial de Marcelo Menusso, Chief Credit Strategist do Itaú Private Bank internacional.

Veja, a seguir, um resumo do bate-papo.

Cenário internacional

  • Apesar dos bancos centrais de diversos países estarem discutindo o fim do ciclo da alta de juros, as decisões do Federal Reserve (Fed, Banco Central dos EUA) podem destoar desse movimento devido a resiliência que a economia americana tem mostrado.
  • A percepção é de que mesmo que o Fed interrompa o ciclo de alta, o corte dos juros ainda possa demorar, aumentando o ritmo de enfraquecimento da atividade econômica à frente.
  • As altas taxas de juros nas curvas mais longas foram destaque recentemente, voltando aos níveis vistos apenas antes de 2008, mas que influencia o risco financeiro e traz expectativas de uma atividade mais fraca adiante.
  • Na China, o crescimento da economia está em linha com o esperado. Apesar dos riscos no setor de construção, o mercado tem aumentado suas projeções para o PIB. Mas há desafios à frente, principalmente com relação à credibilidade.
  • Apesar da valorização recente do dólar, impulsionada pela alta nas curvas de juros americana, que acaba trazendo um curto prazo mais desafiador, acreditamos na tendência de depreciação da moeda no longo prazo.
  • Para 2024, os riscos estão na possibilidade de uma alta nos preços do petróleo, nos desenvolvimentos da situação geopolítica no Oriente Médio e na dificuldade do Fed em reduzir os juros, o que poderia levar a uma recessão.
  • Desde o início da elevação das taxas pelo Fed, os títulos de crédito americano têm oferecido taxas acima dos rendimentos do índice S&P 500. Estamos com uma visão construtiva em títulos com qualidade de crédito, que demonstram potencial de resiliência em uma variedade de cenários econômicos.

Cenário local

  • O desempenho econômico de 2023 superou as expectativas, com um crescimento do PIB mais robusto do que previsto.
  • Para 2024, apesar das projeções iniciais indicarem um ano mais fraco, as revisões recentes sugerem uma perspectiva mais otimista.
  • A desinflação gradual continua, impulsionada pela queda nos preços de bens comercializáveis. No entanto, o custo do petróleo permanece como uma variável incerta, com potencial para influenciar a economia.
  • O Copom deve manter o ritmo de corte na taxa Selic em suas próximas decisões, mas os próximos passos dependerão da trajetória da inflação doméstica e das condições econômicas globais.
  • Apesar do quadro externo complexo, a alta recente das taxas aumenta a atratividade da renda fixa. Por isso, estamos mais otimistas com títulos prefixados e com juro real.
  • A deterioração do cenário externo exige cuidado com ativos de risco. Dessa forma, estamos mais cautelosos com a bolsa brasileira.

A seguir, confira um trecho da live, em que Gina Baccelli explica os possíveis cenários da economia americana para 2024:

Para assistir a live completa, fale com sua equipe de atendimento.

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