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Vídeo mensal de investimentos: perspectivas dos cenários econômicos

Confira os principais pontos abordados na live que teve a participação de Nicholas McCarthy, nosso CIO, e Marcos Della Manna, Head de Sales Ultra High

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Itaú Private Bank

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Crédito: Itaú Private Bank

Aconteceu na quarta-feira, 31/08, uma live exclusiva para os nossos clientes sobre os cenários econômicos, tanto local quanto internacional, com Nicholas McCarthy, nosso Chief Investment Officer, moderada por Marcos Della Manna, nosso Head de Sales Ultra High. Acompanhe, a seguir, os principais destaques do bate-papo.

Avaliação do cenário internacional

  • O ano tem sido desafiador. A pressão inflacionária nos países desenvolvidos tem forçado os bancos centrais a elevarem suas taxas de juros;
  • O principal desafio para os bancos centrais é encontrar um equilíbrio entre juros e crescimento de econômico, para evitar que uma recessão aconteça;
  • Acreditamos que o Federal Reserve (Fed, banco central americano) vá continuar o processo de elevação de juros. Porém, é possível que o BC desacelere o ritmo para observar os efeitos da normalização monetária na economia;
  • Na Europa, o momento é de cautela para os investidores. A região tem sofrido com os impactos da guerra na Ucrânia, principalmente devido à sua dependência do gás russo. Além do risco de racionamento de energia com a aproximação do inverno, se houver recessão global, a Europa deve sofrer mais do que outros países;
  • A China tem sofrido com as consequências de sua política de tolerância zero contra a Covid-19, em meio aos recentes surtos da doença no país. Porém, como o governo não utilizou estímulos fiscais como outros países durante os piores momentos da pandemia de Covid-19, há espaço para isso agora;
  • O dólar está perto de alcançar o seu pico de valorização. Provavelmente, quando o mundo entender qual é o limite de alta dos juros, a moeda começará a perder força.

Perspectivas para o cenário local

  • O ciclo de política monetária contracionista no Brasil, similar ao de outros países emergentes, começou ano passado, antes da maioria dos países desenvolvidos, o que nos colocou à frente das economias desenvolvidas no quesito de controle inflacionário;
  • Após a última elevação da taxa Selic pelo Banco Central, para 13,75%, acreditamos que o ciclo de aperto monetário chegou ao fim. Assim, os juros devem permanecer nesse patamar por algum tempo;
  • Por conta do aumento dos juros anteriores, a bolsa brasileira está bastante descontada, quando comparada aos seus pares emergentes e sua própria média histórica;
  • Os ativos brasileiros de renda variável estão com preços bem atrativos. Mesmo com os temores de uma recessão global em 2023, esses ativos provavelmente sofrerão menos do que os internacionais;
  • O real tem sofrido uma apreciação, mesmo com a valorização mundial do dólar. Esse processo deve continuar.

Confira, a seguir, um corte da live. Para assistir ao vídeo completo, solicite o link da transmissão para a sua equipe de atendimento.