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Vídeo mensal: economia e mercados internacionais

Confira os principais pontos abordados na live que teve a participação de Gina Baccelli e Marcelo Aagesen, com a moderação de Khalil Adam

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Itaú Private Bank

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Crédito: Itaú Private Bank

Aconteceu na última quinta-feira, 06/10, uma live exclusiva para os nossos clientes sobre os cenários econômicos e mercados internacionais. Gina Baccelli, nossa Economista-chefe, e Marcelo Aagesen, Head de Global Markets and Strategy, participaram da conversa, que foi moderada por Khalil Adam, Head Investor for Offshore.

Veja, a seguir, alguns destaques do bate-papo.

Cenários econômicos

  • A inflação global surpreendeu os bancos centrais, que elevaram o tom conservador. No patamar atual, o nível dos juros já parece bem ajustado ao desafio de controlar as pressões sobre os preços;
  • Porém, o aperto das condições financeiras, somado ao choque de energia na Europa, aumenta o risco de recessão em 2023. Quanto mais aumentam os juros, maiores as chances de uma desaceleração mais forte da atividade;
  • Na Europa, o cenário segue desafiador, e o desfecho da guerra está mais incerto com o avanço recente do exército ucraniano;
  • Na China, a Covid-19 e a crise imobiliária reduziram o crescimento para 2022, mas os estímulos governamentais devem suavizar o impacto. O mais importante daqui para frente será entender como essas mudanças afetam o crescimento estrutural de longo prazo;
  • O preço do petróleo segue sendo um bom indicador das pressões inflacionárias. Nos últimos meses, a queda do preço reduziu a inflação, o que ajuda na tarefa dos bancos centrais, embora o núcleo, que exclui alimentos e energia, continue alto;
  • O risco financeiro voltou a aparecer, mas relacionado às instituições não bancárias (como fundos, seguradoras, entre outros). No momento, porém, ainda não é possível saber qual é a magnitude desse potencial problema.

Mercados internacionais

  • A história central do planeta neste ano é a inflação, que se traduziu em aumento de juros em diversas economias e volatilidade expressiva nos mercados. Diante disso, a renda fixa segue em destaque;
  • O ambiente é de dólar forte, que está no nível mais alto desde os anos 80, o que pressiona os mercados fora dos EUA;
  • A consequência é a desvalorização de diversas moedas; os mercados emergentes são muito afetados pelo dólar, o que afasta os investidores das rendas fixa e variável nesses países;
  • Por outro lado, o Brasil é um outperformer, com a alta da bolsa e do real, que está entre as únicas três moedas que têm se valorizado neste ano. É por isso que não temos sentido com tanta intensidade o aumento na taxa de juro americana;
  • Na renda variável, o preço/lucro das empresas variou muito com as incertezas, inflação e alta nas taxas de juros. O resultado das empresas americanas no terceiro trimestre é o que vai no dar indícios se o momento está mais apropriado para investir em bolsa nos EUA.