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Vídeo mensal: perspectivas para os cenários econômicos

Confira os principais pontos abordados na live que teve a participação de Nicholas McCarthy, nosso CIO, e Marcos Della Manna, Head de Sales Ultra High

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Itaú Private Bank

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Crédito: Itaú Private Bank

Aconteceu na terça-feira, 07/03, uma live exclusiva para os nossos clientes sobre os cenários econômicos, tanto local quanto internacional, com Nicholas McCarthy, nosso Chief Investment Officer, moderada por Marcos Della Manna, nosso Head de Sales Ultra High. Acompanhe, a seguir, os principais destaques do bate-papo.

Avaliação do cenário internacional

  • Acreditamos que a economia americana está em desaceleração. O Federal Reserve (Fed, banco central americano) ainda deve subir mais os juros, depois parar e observar os efeitos da política monetária na economia;
  • O risco é a inflação não cair. Então, o Fed teria que apertar mais os juros, e economia americana poderia entrar em recessão;
  • Temos dúvidas se a reabertura da economia chinesa é um fator inflacionário por conta de uma alta na demanda. Do lado mais otimista, as disrupções em cadeias de suprimentos devem começar a normalizar no mundo. Portanto, há forças inflacionárias e deflacionárias;
  • A Europa pode não entrar mais em recessão, dado o inverno menos rigoroso e um esforço de todos os governos na compra de estoques de energia;
  • Depois de alguns anos em alta, o dólar atingiu seu pico em setembro. O processo de queda, que pode levar alguns anos, acompanhado da reabertura chinesa, favorece as classes de ativos de economias emergentes.

Cenário local

  • Seguimos acreditando que o processo de aperto monetário terminou no Brasil. Porém, dada a persistência inflacionária mundial, a possibilidade de uma queda de juros pode ser postergada, descartando a possibilidade de um corte no primeiro semestre;
  • A discussão sobre meta da inflação elevou as incertezas, mas não está mais em pauta no curto prazo;
  • A economia está desacelerando. No segundo semestre, quando as atenções se voltarem para 2024, se inflação estiver em 4 ou 5%, poderemos ver algum corte nos juros;
  • Na contramão da maioria das moedas, que se valorizaram de outubro até hoje, o real segue no mesmo patamar, algo que não deve mudar diante de incertezas fiscais;
  • De maneira geral, o mercado deve seguir conservador enquanto não tivermos o novo arcabouço fiscal;
  • O fluxo de estrangeiros continua, tanto para a renda fixa quanto para a bolsa;
  • Na renda fixa, o juro real de médio prazo e papéis isentos estão interessantes;
  • A bolsa negocia com aproximadamente 36% de desconto em relação a sua própria média histórica, então acreditamos que quando o mercado precificar uma queda de juros, a bolsa deve antecipar esse movimento e pode andar mais rápido do que o mercado de juros no curto prazo.

Para assistir ao vídeo completo, solicite o link da transmissão para a sua equipe de atendimento.