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Vídeo: nossa análise dos mercados e cenário macroeconômico

Confira os principais pontos abordados na live que teve a participação de Nicholas McCarthy, CIO do Itaú, e Alex Saud, nosso Managing Director Regional

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Itaú Private Bank

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Crédito: Itaú Private Bank

Aconteceu na quarta-feira, 11/05, uma live exclusiva para os nossos clientes sobre os cenários econômicos e os mercados, tanto local quanto internacional, com Nicholas McCarthy, Chief Investment Officer do Itaú. A conversa foi moderada por Alex Saud, nosso Managing Director Regional.

Acompanhe, a seguir, os principais destaques do bate-papo.

Avaliação do cenário global

  • Ao longo de 2022, estávamos mais conservadores com o cenário macroeconômico e com os ativos internacionais porque acreditávamos que o mesmo processo de aperto monetária começado no Brasil em 2021 aconteceria nos países desenvolvidos;
  • Agora, a inflação americana já está em desaceleração, ainda que gradual, e continuamos acreditando que esse processo continuará;
  • Entendemos que os EUA vão crescer menos nos próximos anos. Não vislumbramos uma recessão, apesar dos riscos terem aumentado;
  • Também esperamos uma queda mundial do dólar contra uma cesta de moedas, e essa trajetória de queda deve durar alguns anos;
  • Nas últimas semanas, houve a crise de alguns bancos regionais nos EUA, o que impacta o crédito no mercado americano. O Federal Reserve (Fed, banco central americano), por sua vez, sinalizou que vai parar de subir os juros por enquanto;
  • Se a inflação ceder muito, há espaço para corte nos juros ainda neste ano, mas na nossa visão esse não é o cenário no momento;
  • Há muita discussão em torno do teto da dívida americana, um limite pré-definido pelo Congresso que estabelece o valor que o Tesouro pode tomar emprestado. Na primeira semana de junho, deve acabar o caixa e será preciso aumentar esse teto. Um default parece pouco provável em qualquer um dos títulos do Tesouro americano, mas os mercados financeiros podem exibir maiores sinais de estresse durante o período de discussão em torno do assunto.

Cenário local

  • Desde 2021, estamos mais otimistas com os preços dos ativos brasileiros porque o Banco Central começou a apertar sua política monetária antes dos países desenvolvidos, diferentemente do que foi visto em outros períodos na história;
  • A performance tem sido pior do que dos pares emergentes, mas a aprovação do arcabouço fiscal e a possível aprovação da reforma tributária tendem a diminuir algumas incertezas que podem justificar o desempenho recente dos ativos;
  • Os estrangeiros seguem como os grandes compradores de bolsa brasileira, apesar de terem reduzido o ritmo diante das incertezas.
  • A inflação não tem caído na velocidade desejada e ainda deve permanecer em patamar relativamente alto até o final do ano;
  • Apesar dos debates em torno de um corte de juros, era complexo tomar essa atitude enquanto o Fed subia suas taxas nos EUA;
  • Agora, que o Fed sinalizou uma possível pausa, uma porta se abre para um possível corte de juros por aqui, apesar da inflação elevada. Acreditamos que esse processo começará a acontecer no segundo semestre;
  • Provavelmente, a bolsa brasileira começará a andar quando houver uma sinalização de que o BC vai cortar os juros.

Para assistir ao vídeo completo, solicite o link da transmissão para a sua equipe de atendimento.