Vídeo: nossas atualizações para o cenário macro de abril

Confira os destaques do bate-papo com nossos especialistas, que explicam as mudanças recentes nas alocações táticas das carteiras-modelo e trazem perspectivas para os mercados

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Itaú Private Bank

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Crédito: Itaú Private Bank

Aconteceu na terça-feira, 08, uma live exclusiva para os nossos clientes sobre os cenários macroeconômicos, tanto local quanto internacional, com Gina Baccelli, nossa economista-chefe, Rodrigo Lopes, estrategista de renda variável, Humberto Vignatti, estrategista de renda fixa, e moderação de Guilherme Wertheimer, Superintendente de Investimentos do Itaú Private Bank.

Veja, a seguir, os principais destaques do bate-papo.

Excepcionalismo americano: quanto tempo pode durar?


  • Gina Baccelli destacou o excepcionalismo americano, que descolou das outras grandes economias globais, especialmente em termos de crescimento do PIB.
  • Os EUA estão crescendo acima do potencial, em um movimento impulsionado por uma combinação de políticas fiscais expansionistas, dívida pública em trajetória insustentável, forte aumento da imigração e inovações em tecnologia.
  • A discussão também se voltou para as eleições americanas. As pesquisas apontam para uma disputa acirrada entre Joe Biden e Donald Trump.
  • Com um segundo mandato de Biden, o esperado é a manutenção do cenário atual. Já a vitória de Trump traz incertezas para a economia e o cenário geopolítico.
  • O Senado deve seguir com maioria Republicana, o que daria a Trump mais poderes, enquanto Biden, seguiria engessado.
  • Gina também destacou o julgamento de Trump em andamento que, caso seja condenado, pode favorecer a vitória de Biden.

Implicações do excepcionalismo para o Fed e os mercados


  • A consequência desse cenário de excepcionalismo é a postergação nos cortes dos juros pelo Federal Reserve (Fed, banco central americano), que provavelmente deve começar apenas no final do ano, quando a inflação deve cair de forma mais consistente em direção à meta de 2%.
  • Os dados fortes por um longo período na economia americana trazem como consequência um crescimento dos lucros das empresas. A bolsa americana negocia a múltiplos altos, mas a recente queda nos preços abriu uma oportunidade de compra.
  • Por isso, estamos mais otimistas com essa classe de ativos, em detrimento da bolsa europeia, cujas expectativas de lucros para este ano continuam a ser reduzidas.

Brasil: cenário favorável, mas dependente do quadro internacional


  • O crescimento econômico continua surpreendendo, e a inflação está relativamente controlada no Brasil. Assim, o cenário local segue relativamente favorável.
  • O tamanho e a duração do ciclo de cortes na Selic agora estão mais dependentes do cenário internacional.
  • A balança comercial superavitária e a melhora da avaliação de risco de crédito do país têm amenizado as pressões cambiais. Um potencial corte nos juros americanos pode auxiliar, desvalorizando o dólar.
  • A reavaliação de política monetária nos EUA tem reverberado no Brasil, com uma alta de taxas em 2024, tanto na vertente prefixada quanto no juro real, que voltou a superar 6% ao ano.
  • Assim, seguimos otimistas com o juro real (principalmente em papéis longos), cujo prêmio atrativo com preservação do poder compra são diferenciais para investidores com visão de longo prazo.
  • O mercado futuro de taxa de juros projeta uma queda residual da taxa Selic nos próximos meses, seguida por uma retomada rápida de um ciclo de alta, algo que nos parece conservador.
  • Em renda variável, continuamos com a visão construtiva com a bolsa brasileira, diante dos cortes na Selic, dos lucros para cima e dos múltiplos descontados em relação aos pares emergentes e à média histórica.

A seguir, confira um trecho da live.

Para assistir a live completa, fale com sua equipe de atendimento.