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Vídeo: o pior ficou para trás?

Entenda os principais pontos abordados no bate-papo entre Daniela Fortuna, Paul Marson e Roberto Martins

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Itaú Private Bank

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Crédito: Itaú Private Bank

Afinal, o que está acontecendo com os mercados globais? Os preços dos ativos vão cair além do nível atual? Em busca de respostas para perguntas como essas, promovemos um bate-papo na quinta-feira, 14/07, entre Paul Marson, nosso Global Macro Strategist, Roberto Martins, Head of Global Wealth Solutions International, sob moderação de Daniela Fortuna, nossa Head of Commercial International.

Veja, a seguir, alguns destaques da conversa:

Para Paul Marson, dizer se o pior já ficou para trás é algo difícil. Mas ele relembra algo trazido em seu último artigo para o The Weekly Globe: os Bear Markets são compostos por uma sequência de eventos que podem ser analisados “passo a passo” para que seja possível compreender se estamos mais perto do próximo Bull Market. O primeiro evento para iniciar um Bear Market é o declínio dos preços, e não uma recessão. Os mercados em baixa é que causam recessões, não o contrário.

Roberto Martins complementa que aparentemente o pior ainda não ficou para trás e que pode ser um erro aproveitar qualquer possível rali ou empolgação nos mercados para voltar a ser agressivo com os investimentos. Já Marson complementa que esta é uma visão focada no mercado americano de ações. Em outras classes de ativos, como crédito de mercados emergentes, o pior parece já ter passado.

Para Martins, o que vivemos nos últimos seis meses nos mercados é algo extremamente raro e difícil de antecipar. Ressalta também que é importante entender as diferenças entre perdas permanentes (como uma inflação inesperada ou quando as poupanças dos brasileiros foram confiscadas nos anos 90) e temporárias (em sua maioria, são as vistas na fase atual).

Mas, Martins destaca que, dependendo da forma como o investidor “navegar durante uma recessão”, as perdas, sim, podem se tornar permanentes. Entre as dicas para que isso não aconteça, a principal é tentar resistir à tentação de vender seu patrimônio, pois estar fora do mercado é a pior coisa a se fazer.

Marson também explica que, ao investir, é importante ter uma sensibilidade quanto ao mercado de maneira geral, mas também sobre movimentos nas taxas de juros reais ou de desconto, que afetam os preços dos ativos. E destaca que não é hora de ter medo. Para alguém com paciência, esse pode ser o momento em que surgem as melhores oportunidades, investindo em ativos mais atrativos no momento. Mas, claro, sempre de acordo com o seu perfil de risco.

Acompanhe a conversa na íntegra abaixo (em inglês):