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Vídeo: o que esperar para o segundo semestre, com Nicholas McCarthy

Confira os principais pontos abordados no bate-papo entre Nicholas McCarthy, Chief Investment Officer, e Arthur Carasso, head de investimentos

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Itaú Private Bank

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Crédito: Itaú Private Bank

Aconteceu na segunda-feira, 04/07, uma live para os nossos clientes sobre perspectivas para a segunda metade de 2022, com Nicholas McCarthy, nosso Chief Investment Officer, moderada por Arthur Carasso, head de investimentos do Itaú Private Bank. 

Na conversa, Nicholas avaliou o cenário internacional e local ao longo do primeiro semestre e o que podemos esperar no segundo semestre. O CIO também falou sobre nossa visão e estratégias para os portfólios de investimentos. Veja, a seguir, um resumo do bate-papo. 

Avaliação do cenário internacional

  • Dois eventos inesperados marcaram o primeiro semestre: o conflito entre Rússia e Ucrânia e os lockdowns na China para conter a onda de Covid-19;
  • Esses choques geraram problemas nas cadeias de produção, afetaram a recuperação da economia global e impediram que a inflação entrasse em uma tendência de baixa como era esperado no final de 2021;
  • Os mercados foram surpreendidos pelo choque inflacionário e pela elevação dos juros, o que explica o desempenho fraco dos ativos financeiros tanto na renda fixa como na renda variável;
  • Para controlar a inflação elevada e persistente, o Federal Reserve (Fed, banco central americano) viu necessidade de acelerar o ritmo de altas na última reunião e promoveu um aumento de 0,75 p.p.;
  • A economia americana está desacelerando com a piora das condições financeiras, mas a inflação deve mostrar alguma estabilidade nos próximos meses e depois ter alguma desaceleração;
  • A grande questão é como o Fed conduzirá sua política monetária diante disso, e se levará os EUA a uma recessão;

O que esperar?

  • O cenário de ‘soft landing’ é improvável. Se não houver sinais de arrefecimento na inflação, o Fed deve subir os juros além do que está precificado hoje (em torno de 3,5%), aumentando a probabilidade de uma desaceleração mais acentuada. Se não o fizer, a inflação ficará elevada por mais tempo;
  • No curto prazo, ainda teremos notícias ruins de atividade e de inflação. O cenário de recessão tem chance um pouco maior de ocorrer do que a inflação ficar alta mais tempo.

Avaliação do cenário local

  • Assim como em alguns países emergentes, o ciclo de aperto monetário no Brasil começou bem antes do que em certos países desenvolvidos, por isso, estamos mais adiantados do que o resto do mundo;
  • Os ativos brasileiros seguem a preços bem atrativos e, como o Banco Central começou o ciclo de aperto antes, se houver recessão, esses ativos provavelmente sofrerão menos do que os americanos;
  • A alta dos preços de commodities foi positiva para a atividade econômica, mas, por outro lado, representou mais um choque que manteve a inflação elevada por mais tempo;

 O que esperar? 

  • Pode haver mais uma elevação na Selic, mas estamos próximos do fim do ciclo de alta de juros. O Banco Central deve manter os juros inalterados por um período, mas, com a desaceleração da atividade, haverá espaço em 2023 para corte na taxa;
  • A redução do ICMS aliviará a inflação neste ano, mas as projeções mostram que o Banco Central terá que lidar com o desafio de uma inflação acima da meta também em 2023.

Confira, a seguir, um recorte da live. Para assistir ao vídeo completo, solicite o link da transmissão para a sua equipe de atendimento