Visão Global | Mercados privados: acesso, liquidez e longo prazo

Entenda como funcionam os mercados privados, quais são seus riscos e oportunidades e por que liquidez, curadoria e longo prazo são essenciais

Por Itaú Private Bank

3 minutos de leitura

Mercados privados ganharam espaço na construção patrimonial de longo prazo por combinarem diversificação, acesso a oportunidades fora do mercado público e possibilidade de estruturar uma estratégia alinhada ao horizonte da família.

No terceiro episódio da nova temporada do Visão Global, Marcio Brito conversa com Marcos Della Manna, Head de Global Wealth Services do Itaú Unibanco S.A., sobre o papel dos mercados privados na construção de patrimônio.

Ao longo da conversa, eles discutem as principais estratégias dessa classe, a evolução do acesso, a importância da curadoria, o funcionamento de estruturas como feeders e fundos Evergreen e os cuidados necessários para dimensionar a iliquidez dentro do patrimônio.

O que são mercados privados e por que eles ganharam relevância

Mercados privados reúnem estratégias como private equity, venture capital, private credit, crédito imobiliário, infraestrutura e investimentos em mercados secundários. No episódio, Marcos destaca que essa classe pode complementar o portfólio tradicional ao ampliar a diversificação e permitir acesso a oportunidades que ainda não chegaram ao mercado público.

O crescimento da indústria também está relacionado a mudanças na economia e à maior participação de gestores privados no financiamento de empresas e projetos. Para o investidor, porém, a relevância da classe não significa substituir os investimentos tradicionais, e sim entender como as diferentes exposições podem trabalhar juntas.

Como funcionam acesso, curadoria e estruturas como feeders e Evergreen

O acesso aos mercados privados evoluiu com novas estruturas e veículos. Feeders podem reunir investidores e permitir acesso a gestores com tickets que, de forma individual, seriam mais elevados. Fundos Evergreen também podem oferecer uma experiência de acesso diferente dos veículos tradicionais, com mecanismos de liquidez definidos em regulamento.

Essas estruturas não eliminam a necessidade de análise. O episódio destaca a importância de selecionar gestores, acompanhar sua atuação ao longo do tempo e avaliar a estratégia dentro de um programa patrimonial, e não como uma compra isolada de produto.

Por que liquidez e horizonte de investimento são essenciais

Mercados privados exigem um horizonte mais longo porque os ativos subjacentes podem ser ilíquidos. A liquidez, quando existe, é condicionada às características de cada veículo e não deve ser confundida com liquidez diária de ativos tradicionais.

A principal reflexão do episódio é que a iliquidez pode ser uma vantagem quando é planejada e dimensionada.

Como diversificar mercados privados dentro do patrimônio

Uma estratégia de mercados privados pode combinar diferentes classes de ativos, gestores e safras. Essa diversificação ajuda a evitar concentração excessiva em uma única tese, indústria ou momento de mercado e reforça a disciplina necessária para uma alocação de longo prazo.

O episódio também destaca que não existe uma proporção única adequada a todas as famílias. A alocação precisa considerar perfil de risco, necessidades de liquidez, horizonte, patrimônio global e exposições que o investidor já possui.

Clique aqui e confira o episódio completo.