Como elaborar um plano de negócios para sua empresa em 2024

Confira o passo a passo e use a antecedência a favor do seu negócio.

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Itaú Empresas

• 5 min minutos de leitura

O plano de negócios é um documento fundamental para qualquer empresa, tanto para o dia a dia de pequenos e médios empreendimentos, como para grandes corporações. De modo claro e transparente, ele descreve os objetivos da organização e os caminhos para conquistá-los. No mundo dos negócios, esse instrumento é geralmente comparado a um roteiro. Desse modo, para quem empreende, ele simplifica o entendimento sobre suas soluções, sua marca e seu mercado de atuação como um todo. Ou seja, você pode visualizar seu valor agregado e outras informações sobre o seu negócio.

Agora, para que serve e porque é tão importante? E ainda mais relevante nessa discussão: como montar um plano de negócios? É possível dizer que ele serve para minimizar as incertezas e riscos. E que, ao aprender a estruturar o business plan de forma realista e estratégica, fica mais simples conquistar resultados sólidos. Mas como? A gente vai esclarecer tudo.

Neste conteúdo você vai aprender a elaborar a estrutura de um plano de negócios, identificar informações que devem ser utilizadas como base, evitar os erros mais comuns e construir um plano estratégico, desafiador e realista. Vamos lá?

O que é um plano de negócios?

O plano de negócios é um mapa que aponta os objetivos de uma empresa e os caminhos para alcançá-los. É um documento estratégico importante, que reduz incertezas, mostra quais erros evitar e como conquistar as metas da sua organização. Pense bem: o mercado é um ecossistema dinâmico, onde não há receita pronta para o sucesso. Mas entender o cenário (as características da sua empresa, soluções, audiência e segmento) é um passo crucial para estabelecer uma marca. E é justamente aí que o plano de negócios ajuda: com direcionamento preciso do que fazer, como fazê-lo e porque fazê-lo. Assim, nesse sentido, trata-se de um documento que define um norte do negócio. Sabe do mais bacana? Ele é fluido, pois é produto do estudo das pessoas à frente de uma empresa, e pode mudar conforme as condições exigirem.

Quais são os tipos de planos de negócio?

Empresas, segmentos, indústrias e mercados são todos diferentes entre si. Faça um exercício de pensamento e compare as dores de uma empresa de metalmecânica de médio porte com uma grande varejista de roupas. Apostamos que não precisou de muito para entender que se trata de realidades distintas, certo? Isso também se reflete na sua estratégia, bem como no seu planejamento operacional e financeiro — e, logo, no seu plano de negócios. O que queremos dizer com tudo isso? Que existem diferentes tipos de planos que sua empresa pode adotar. Aqui, vamos citar as três principais e mais populares do mercado:

Plano de negócios tradicional

O modelo mais básico, mas também o mais completo. Ele é o pacote completo, inclui análise competitiva, pesquisas mercadológicas, projeções e planos táticos, operacionais e financeiros. Vale ressaltar: além do valor prático, esse tipo de plano pode ser requisitado por firmas de investimento na hora de analisar a viabilidade de injetar capital em uma empresa.

Plano de negócios operacional

Um pouco diferente do tradicional, esse plano é uma tradução das operações e processos que ocorrem na empresa. Seu objetivo é ser utilizado apenas internamente, como um mapa para guiar seu pessoal, bem como a liderança.

Plano de startup

Aqui, falamos de um plano que foca na agilidade e que mira em um negócio enxuto — características próprias de startups. É claro, não precisa ser necessariamente uma startup para utilizá-lo, o nome só faz referência a uma operação mais direta ao ponto, com a descrição objetiva do que compõe seu negócio, soluções e problemas que busca resolver.

Por que elaborar o plano de negócio?

Antes de dar os primeiros passos na construção do documento, recomendamos compreender sua importância. De modo geral, o business plan avalia a viabilidade da ideia. Ou seja, o quão relevante ela será para o público em questão. Sem dúvidas, uma das principais palavras no universo corporativo atual é a relevância. Isso porque diversos negócios surgem diariamente, levando diferentes propostas aos consumidores. Certamente, nem todos sobrevivem. Um estudo do Sebrae de 2021 descobriu que 3 em cada 10 empreendedores não sobrevivem mais de 5 anos no mercado, o que equivale a 29%. Ainda conforme a pesquisa, 22% das pessoas entrevistadas apontaram que a falta de capital de giro foi crucial para o fechamento do negócio. A falta de um bom planejamento pode impactar uma empresa de diversas maneiras. Uma delas é a dificuldade em se posicionar no mercado, conquistar uma base de clientes e fazer negócios.

Como estruturar o plano de negócio?

Para criar o documento é preciso conhecer as características do business plan. Basicamente, elas tratam de diversas frentes do empreendimento, como clientes, fornecedores, concorrentes, produtos e serviços. Nessa hora, dar os primeiros passos é simples:

Estude o segmento de mercado

Primeiro, comece por uma autoavaliação e pelo entendimento de onde seu negócio está. Ou seja, destrinche o segmento da sua empresa (tamanho, tendências, competidores, valores) e adicione tudo isso ao planejamento de negócios. Além disso, procure traçar o perfil do seu cliente ideal — no mercado, esses perfis têm nomes como ICP (Ideal Client Profile, ou literalmente Perfil do Cliente Ideal), bem como Buyer Personas (persona compradora).

Elabore o plano de marketing

Você tem o contexto mercadológico em suas mãos, agora é hora de saber como seu negócio vai atingir sua audiência. É preciso estruturar o plano de marketing. Novamente, volte ao básico: descreva os objetivos a serem alcançados e as estratégias de comunicação. Uma dica é pontuar os 4 P's do marketing: preço, praça, produto e promoção. Os canais digitais não podem ser ignorados, então considere tanto estratégias online quanto offline. Indicamos também pensar nas metas de marketing a serem alcançadas e os indicadores que serão considerados na hora de medir a eficácia das ações.

Estruture as ações operacionais e financeiras

Agora, é preciso sentar-se com calma para detalhar todas as atividades operacionais do seu negócio. Ou seja, tudo que será necessário para que o seu negócio funcione nesse estágio inicial — tanto do ponto de vista operacional, quanto administrativo, o que inclui maquinário, pessoal e instalações físicas. Lembre-se também de destrinchar sua cadeia de suprimentos (com todos os fornecedores em potencial e orçamentos em mãos), investimentos relativos a compliance setorial ou legislativo, entre outros. No mesmo processo, recomendamos elaborar o planejamento financeiro, com documentos como demonstrativos de renda, balanço patrimonial da empresa, entre outros. Além disso, faça um exercício de projeção considerando, no mínimo, de 24 a 36 meses de operação, com estimativas para suas receitas, despesas e lucros. É nessa hora — junto de uma pessoa especializada em contabilidade — que indicamos também considerar possíveis financiamentos, linhas de crédito etc.

Avalie os riscos

Terminando, é hora de simular cenários e avaliar os possíveis riscos. Pense no seguinte cenário: e se você estivesse fazendo esse planejamento em fevereiro de 2020, sem ter ideia do que viria pouco mais de um mês depois? Coloque no papel cenários ótimos (onde seu negócio cresce já de cara), medianos e ruins para sua organização — e como você lidaria com cada um.

Utilize a análise SWOT

Sabe um complemento perfeito para sua análise de riscos — e para o plano como um todo? Uma análise SWOT. A sigla refere-se a Forças (Strengths), Fraquezas (Weaknesses), Oportunidades (Opportunities) e Ameaças (Threats) e pode ser chamada de Análise FOFA também. É uma análise visual, em forma de diagrama, que dispõe as principais forças, fraquezas, oportunidades e ameaças de um negócio.

Crie um modelo com o sumário executivo

Agora, vamos estruturar tudo isso em um único documento? É seu sumário executivo. Nele, você vai escrever a visão geral do seu negócio, seus pontos fortes, soluções, missão, visão e valores... Enfim, tudo que disser respeito a sua organização. Porém, não se prolongue: pense nesse documento como parte de um pitch de negócios (uma apresentação direta e curta), que deve ser sobretudo atraente, para vender a ideia da sua marca. Com essas informações em mãos, será muito mais simples visualizar a viabilidade da ideia ou da ampliação do negócio. Você pode se beneficiar ainda mais ao conferir alguns manuais que explicam as melhores formas de passar por cada uma dessas fases sem complicações. Como o manual do Sebrae, por exemplo.

Quais informações devem ser utilizadas como base?

Além da relevância, existem outras palavras-chave no sucesso de uma empresa na atualidade. Três delas são: valores, posicionamento e imagem. Esses conceitos caminham juntos e levam ao público uma visão clara do impacto da organização no mercado. Dito isso, algumas das bases que podem ser usadas para fazer um business plan incluem: • propósito do empreendimento; • história; • missão, visão e valores; • contribuições (ou previsões) com a sociedade e o meio ambiente, entre outros fatores. Entender cada um desses pontos ajuda a construir uma ideia que está alinhada ao mercado atual. Isso porque os consumidores estão em busca de mais do que produtos de qualidade. Eles desejam se identificar com as marcas que consomem — e esses são alguns dos quesitos que avaliam ao decidir apostar ou não em um negócio

Como elaborar as metas e objetivos?

Após compreender o que é e qual o conceito de plano de negócio e formular o documento, é importante usá-lo na hora de delimitar metas e objetivos. Afinal, com o comportamento do consumidor em constante mudança, empresas que não se preparam previamente para atender suas demandas podem ficar para trás. Como fazer isso? É possível partir para vários caminhos. Mencionamos anteriormente sobre a importância dos indicadores-chave de desempenho, lembra? Mas como defini-los com precisão e certeza de que eles vão medir seu sucesso? Existem diferentes tipos de metodologias, mas queremos apresentar uma que pode combinar muito bem com seu plano de negócios: as metas SMART.

Esse é só um exemplo, mas ficou claro o espírito da coisa, certo?

Agora, como fazer isso? Pense primeiro no seu objetivo principal. Então, aplique a lógica SMART a ele:

  • S - Específico: o objetivo precisa ser claro e direto, permitindo compreensão imediata do que se busca alcançar. Ou seja, divida a meta em etapas menores e viáveis.
  • M - Mensurável: a meta deve apresentar aspectos que possam ser quantificados. Isso permite o monitoramento do avanço e ajustes estratégicos conforme necessário.

  • A - Atingível: a meta deve ser prática e realizável, levando em consideração os recursos disponíveis, habilidades necessárias e limitações de tempo.

  • R - Relevante: a meta precisa estar em sintonia com os objetivos maiores e ser significativa. Isso envolve avaliar sua importância e contribuição para os objetivos gerais.

  • T - Temporal: a meta deve ter um cronograma definido para focar os esforços e criar um senso de urgência. Isso implica em estabelecer um prazo final e subdividir o objetivo em tarefas menores com prazos específicos.

Quais os maiores erros na construção do plano de negócio?

Existem empreendedores que acreditam que seguir o passo a passo é suficiente para a criação de um documento completo. Contudo, além de acatar as sugestões, é necessário ter uma visão estratégica, que mitigue riscos e incertezas. Assim, também é essencial evitar erros que impedem o business plan de ser o norte ideal para os primeiros passos da PME.

São eles:

  • Não ter um modelo de negócio definido;
  • Deixar a visão realista de lado;
  • Ignorar a necessidade de apostar em dados;
  • Descuidar do uso da tecnologia;
  • Não focar na oferta de valor;
  • Não fazer uma boa e constante análise de mercado;
  • Deixar de avaliar tendências;
  • Ser pouco detalhista, entre outros.

Basicamente, o negócio deve estar alinhado ao que a era digital espera:

Uma entrega de soluções ágeis, personalizadas para as necessidades do público (o que pede pela implementação de uma cultura organizacional focada em dados) e que acompanha as tendências. Sem evitar os cuidados acima, é mais difícil alcançar os resultados esperados.Como montar um plano de negócio estratégico, desafiador e realista?

Por fim, é necessário pensar de forma disruptiva, ou seja, fora do que é padrão hoje. Isso porque é impossível negar que o mercado está bastante competitivo em alguns nichos. Sem encontrar formas estratégicas de se destacar, o caminho do sucesso e do crescimento saudável da organização poderá ser um pouco mais complicado.

Nessa hora, o mantra é: há espaço para todos, desde que tenham diferenciais. Dito isso, uma das melhores coisas a se fazer ao buscar pela inovação é encarar o mercado com realismo e se preparar para os desafios. Portanto, significa tratar o próprio empreendimento como se fosse um concorrente, buscando se superar a cada dia.

O business plan é um documento muito importante na avaliação do quão viável é uma ideia. De forma a entender esse ponto, é essencial estudar o mercado, conhecer o valor e a relevância da solução para o público e estruturar as estratégias de todas as frentes envolvidas na empresa com atenção.

Siga as dicas deste conteúdo e monte seu plano de negócios sem dificuldades. Se você gostou deste artigo, não deixe essas informações pararem por aqui. Compartilhe-o em suas redes sociais e ajude outras pequenas e médias empresas a prosperar.

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