Antonio Carlos e Rodrigo Pipponzi: filantropia familiar e impacto entre gerações

Private Talks: confira o segundo episódio da terceira temporada do podcast do Itaú Private Bank

Por Itaú Private Bank

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Antonio Carlos e Rodrigo Pipponzi | Crédito: Itaú Private Bank
Antonio Carlos e Rodrigo Pipponzi | Crédito: Itaú Private Bank

Como transformar valores de uma família em impacto que atravessa gerações? Essa é uma das reflexões da conversa com Antonio Carlos Pipponzi (ACP) e Rodrigo Pipponzi, pai e filho, que são convidados do segundo episódio da 3ª temporada do Private Talks.

O ACP tem uma trajetória de décadas ligada à construção da RD Saúde e à criação do Instituto ACP. Já o Rodrigo é empreendedor social, cofundador da MOL Impacto e presidente do conselho do Instituto ACP.

Ao longo do bate-papo, eles compartilham como diferentes gerações podem encontrar seus próprios caminhos para contribuir com a sociedade e refletem sobre filantropia estratégica, governança familiar, fortalecimento de organizações sociais e construção de legado. Confira mais detalhes a seguir.


Quando o propósito atravessa gerações

Ao revisitar a história da RD Saúde, Antonio Carlos Pipponzi relembra como o propósito de cuidar das pessoas, presente desde a fundação da primeira farmácia da família, em 1905, influenciou a transformação do negócio ao longo das décadas.

Segundo ACP, um dos momentos decisivos dessa trajetória foi a mudança de um modelo centrado nas transações comerciais para uma cultura orientada pelo relacionamento e pelo cuidado com os clientes. Essa transformação ajudou a consolidar valores que permaneceram presentes na empresa e foram transmitidos às gerações seguintes.

A conversa mostra como o propósito de uma família empresária pode ultrapassar os limites do negócio, inspirando novas formas de atuação e contribuição para a sociedade.


Diferentes caminhos para gerar impacto


Embora tenha crescido acompanhando a expansão dos negócios da família, Rodrigo Pipponzi decidiu construir sua própria trajetória profissional. Seu interesse pela comunicação, combinado ao desejo de empreender e contribuir com causas sociais, levou à criação da MOL Impacto.

A iniciativa ganhou força em 2008, com o lançamento da revista Sorria, vendida nas farmácias da rede com o objetivo de destinar recursos ao GRAACC. O projeto deu origem a um modelo de mobilização de microdoações que se expandiu para outras redes varejistas e já destinou mais de R$ 90 milhões a organizações sociais, segundo Rodrigo.

A experiência ilustra como empreendedorismo, inovação e impacto social podem caminhar juntos, criando oportunidades para ampliar a participação da sociedade na filantropia.

O fortalecimento das organizações sociais

Outro tema central do episódio é a criação do Instituto ACP, iniciativa familiar que nasceu do desejo de preservar valores, envolver diferentes gerações e contribuir para o desenvolvimento da sociedade civil brasileira.

Antes de definir sua atuação, a família passou por uma jornada de aprendizagem, com visitas a organizações sociais, conversas com especialistas e experiências práticas de doação. Desse processo surgiu a decisão de concentrar esforços no desenvolvimento institucional das organizações sociais, apoiando o aprimoramento de sua gestão, governança e estratégia.

Rodrigo explica que o Instituto ACP e a MOL Impacto atuam de maneira complementar. Enquanto a MOL busca estimular a cultura de doação e mobilizar novos recursos, o Instituto ACP trabalha para fortalecer a capacidade das organizações de utilizá-los de forma estratégica e sustentável. Essa complementaridade reforça uma das principais reflexões da conversa: ampliar o impacto social depende tanto da mobilização de recursos quanto do fortalecimento das organizações que os recebem.

Filantropia e governança familiar

Ao compartilharem experiências relacionadas à família e ao Instituto ACP, Antonio Carlos e Rodrigo Pipponzi refletem sobre a importância da governança familiar como instrumento de alinhamento, escuta e tomada de decisão. A conversa evidencia que divergências de visão são naturais em qualquer família. O desafio está em construir mecanismos capazes de transformar essas diferenças em diálogos produtivos.

A governança contribui para organizar as decisões familiares, favorecer a participação de diferentes gerações, fortalecer vínculos e construir objetivos compartilhados. Nesse contexto, o Instituto ACP surge como um instrumento de transformação social e como um espaço de convivência, aprendizagem e colaboração entre familiares. Para Rodrigo, a filantropia oferece uma oportunidade de fortalecer vínculos, compartilhar responsabilidades e construir uma visão conjunta de futuro.

O papel das empresas na transformação social

A experiência da RD Saúde também ajuda a ampliar a discussão sobre a responsabilidade das empresas na geração de impacto positivo. Os convidados relembram como iniciativas de mobilização de clientes e colaboradores contribuíram para o amadurecimento da estratégia de investimento social da companhia. Entre os exemplos estão o apoio à construção de uma unidade hospitalar do GRAACC, a mobilização de recursos durante a pandemia e o compromisso de destinar pelo menos 1% do lucro a iniciativas sociais.

O legado para as próximas gerações

Na parte final da conversa, ACP e Rodrigo refletem sobre o que desejam transmitir às futuras gerações e compartilham aprendizados para famílias interessadas em iniciar ou aprofundar sua atuação filantrópica.

Para ACP, um dos principais objetivos é estimular nos filhos e netos a consciência de que oportunidades e privilégios também trazem responsabilidades perante a sociedade. Rodrigo, por sua vez, destaca a importância de experimentar, aprender e construir uma atuação filantrópica que combine respostas a necessidades imediatas com soluções estruturais de longo prazo. Ele também reforça que cada família tem seu próprio ritmo, mas que a reflexão sobre o papel do patrimônio na sociedade precisa fazer parte das conversas entre gerações.

Ao reunir diferentes experiências e perspectivas, o episódio mostra como o legado familiar pode ser construído por diferentes caminhos, a partir de valores compartilhados e de novas formas de contribuir para a sociedade.

Destaques da conversa

  • Legado familiar pode ser fortalecido por trajetórias diferentes, desde que os valores sejam compartilhados
  • A filantropia estratégica exige visão de longo prazo, governança e clareza de propósito
  • As microdoações ampliam a participação da sociedade e ajudam a fortalecer a cultura de doação
  • A governança familiar cria espaços de diálogo e colaboração entre diferentes gerações
  • O fortalecimento institucional das organizações sociais pode gerar impacto mais duradouro do que ações pontuais
  • Empresas e iniciativas filantrópicas podem atuar de forma complementar na transformação social
  • A construção de impacto também está relacionada à cidadania e à responsabilidade com as futuras gerações

Ouça ou assista ao episódio completo do Private Talks com Antonio Carlos e Rodrigo Pipponzi

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