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Ata do Copom: hora do pouso

No radar do mercado: documento da última reunião do Copom reforça que a alta da semana passada foi provavelmente a última do ciclo

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Itaú Private Bank

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Crédito: Getty Images

A ata do Comitê de Política Monetária (Copom) divulgada hoje trouxe mais detalhes sobre o racional por trás da decisão da semana passada, quando houve o aumento da taxa Selic em 50 pontos-base, para 13,75% ao ano, e a sinalização do possível fim do ciclo de aperto, com a possibilidade de apenas um ajuste residual de 25 pontos-base na próxima reunião. 

O documento reforça que a alta foi provavelmente a última do ciclo, ao mencionar que as projeções de inflação para o início de 2024 (horizonte que o comitê optou por enfatizar com o objetivo de evitar distorções de mudanças tributárias) estão ao redor da meta. Além disso, as autoridades citam que os efeitos defasados da política monetária devem se intensificar ao longo do segundo semestre. Mas destacam que estímulos fiscais de curto prazo podem confundir a interpretação dos efeitos cumulativos da política monetária.

Nossa visão é que isto contribui para a decisão de manter os juros estáveis à frente. Por outro lado, o comitê enfatizou que seguirá vigilante e avaliará se a perspectiva de juros elevados por um período prolongado garantirá o retorno da inflação para a meta, deixando a porta aberta para uma alta residual, se os dados surpreenderem nessa direção.

Por ora, esperamos que a taxa Selic permaneça em 13,75% a.a. na próxima reunião do Copom, que acontece nos dias 20 a 21 de setembro.