IBC-Br surpreende positivamente, mas quadro da atividade ainda é misto
No Radar do Mercado: Índice de Atividade Econômica medido pelo Banco Central cresce acima do esperado em novembro, mas dados das pesquisas mensais divulgadas pelo IBGE mostram sinais mistos da atividade na reta final de 2025
Por Itaú Private Bank
O Banco Central divulgou nesta sexta-feira, 16, o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) de novembro de 2025 indicando uma alta de 0,7% na passagem mensal da série dessazonalizada, bem acima da expectativa do mercado (0,3%) e do resultado de outubro (-0,1%, dado revisado dos -0,25% divulgados anteriormente). Na comparação com novembro de 2024, o IBC-Br teve alta de 1,2%, e no acumulado em 12 meses, 2,4%.
A divulgação do IBC-Br fecha o quadro de divulgações dos indicadores de atividade referentes ao mês de novembro. Na semana passada, o IBGE divulgou a Pesquisa Industrial Mensal (PIM), apontando para uma estabilidade (0,0%) da produção industrial brasileira na passagem de outubro para novembro. A indústria extrativa recuou no mês, sendo compensada pelo ligeiro aumento da indústria de transformação.
Já a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) de novembro divulgada nesta terça-feira, 13, indicou que o volume de serviços registrou variação negativa de 0,1% frente a outubro, interrompendo uma sequência de nove resultados mensais positivos. Enquanto isso, a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) divulgada pelo IBGE na quinta-feira, 15, mostrou crescimento de 1% do varejo restrito e de 0,7% no varejo ampliado, surpreendendo positivamente.
Visão de Investimentos: o quadro pintado pelos dados de atividade de novembro é misto. A produção industrial brasileira tem sido sustentada pela indústria extrativa, enquanto a indústria de transformação tem andado basicamente de lado. O setor de serviços, por sua vez, apresenta trajetória ascendente, a despeito da ligeira queda em novembro. Já no varejo, setores ligados à renda das famílias mostram maior resiliência por conta do mercado de trabalho forte, enquanto setores mais ligados ao crédito apresentaram alguma moderação em meados do ano, mas vemos certa melhora na margem.
A gradual convergência da inflação corrente e das expectativas em direção à meta deve fazer com que o Banco Central inicie o ciclo de cortes da Selic ainda no primeiro trimestre deste ano. No entanto, caso a atividade econômica mostre resiliência à frente, a autoridade monetária poderá adotar maior cautela no ciclo de afrouxamento monetário. Seguimos com nossa visão otimista tanto para os ativos de renda fixa quanto os de renda variável no Brasil.
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