IPCA-15: inflação desacelera em julho e apresenta composição mais benigna
No Radar do Mercado: IPCA-15 vem com surpresa baixista em serviços e melhora na composição da inflação
Por Carolina Sato
O IBGE divulgou na manhã desta terça-feira (28) o IPCA-15 de julho que avançou 0,06%, leitura abaixo do esperado e desacelerando frente aos 0,41% de junho. Em 12 meses, o índice passou a acumular alta de 4,52%, abaixo dos 4,80% acumulados nos 12 meses imediatamente anteriores. Destaca-se, ainda, a melhora qualitativa, com surpresa baixista em serviços, alívio em administrados e composição melhor também em bens industriais.
Na composição, o grupo “Habitação” teve o maior impacto, com alta de 0,97%, e respondeu por 0,15 p.p. do índice, com destaque para a alta de energia elétrica residencial (3,03% e contribuição de 0,12 p.p.). Por outro lado, o grupo “Alimentação e bebidas” caiu 0,66% e retirou 0,15 p.p.
Do lado qualitativo, o principal destaque foi a surpresa para baixo do núcleo de serviços, que veio abaixo da estimativa do mercado, com melhora relativamente espalhada.
Para a política monetária, o dado oferece uma leitura mais benigna para a inflação corrente no curto prazo, acompanhada de melhora nos núcleos. Ainda assim, o ambiente internacional volátil e o comportamento recente das expectativas de inflação de prazos mais longos seguem prescrevendo uma comunicação cautelosa pela autoridade monetária. Já para os ativos locais, a leitura tende a aliviar a curva de juros.
À frente, o foco segue no desenrolar do conflito e seus impactos na inflação, além de como a atividade resiliente vai se traduzir na inflação de serviços
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