IPCA sobe 0,38% em abril, próximo da nossa projeção

No Radar do Mercado: inflação de abril vem relativamente em linha com o esperado; ata do BCE aponta para início de cortes nos juros na reunião de junho

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Itaú Private Bank

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IPCA sobe 0,38% em abril, próximo da nossa projeção

O IBGE divulgou o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de abril, que subiu 0,38% no mês, ligeiramente acima da expectativa do mercado (0,35%) e próximo da nossa projeção (0,37%). O acumulado em 12 meses ficou em 3,69%, abaixo dos 3,93% observados no período imediatamente anterior.

Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, sete tiveram alta no mês. Os maiores impactos e variações vieram de “Saúde e cuidados pessoais” e “Alimentação e Bebidas”. No campo negativo ficaram “Artigos de residência” e “Habitação”.

As medidas de núcleo, que apresentam maior relação com o ciclo econômico, desaceleraram. Já o índice de difusão, que mede o percentual de itens com aumento dos preços, ficou em 55,7%.

Nossa visão: a leitura de abril veio em linha com nossa expectativa e com um qualitativo benigno. As métricas de núcleo, como serviços subjacentes e industriais subjacentes, vieram em linha com o esperado e mostraram desaceleração no período. Esperamos que o IPCA encerre o ano com alta de 3,7%.


Ata do BCE: cortes de juros devem começar em junho

O Banco Central Europeu (BCE) divulgou a ata de sua última reunião de política monetária, quando as taxas de juros foram mantidas inalteradas e houve a sinalização de que os cortes de juros estavam próximos. Em geral, o documento afirmou que, caso os dados confirmem a trajetória de desinflação esperada no médio prazo, seria adequado iniciar o início do ciclo de cortes na reunião de junho.

Além disso, a ata apontou que alguns membros eram a favor de iniciar as reduções já na reunião de abril. Isso porque eles acreditavam já haver motivos suficientes para flexibilizar a política monetária naquele momento.

No entanto, permaneceram alguns pontos de atenção no radar. A ata mostrou uma preocupação dos participantes com os desdobramentos da política monetária americana. Isso porque uma desvalorização do euro provavelmente retardaria o processo de desinflação na zona do euro. Também houve amplo consenso de que o comportamento dos preços de serviços e salários permanecem como fatores-chave para a perspectiva da inflação à frente.

Quanto aos passos para além da reunião de junho, os participantes reiteraram a postura dependente da evolução dos dados para a tomada de decisão. Mantemos nossa expectativa de um início do ciclo de cortes em junho.


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