Mercado de crédito brasileiro: o que esperar para 2025?
Fund Forum: Fayga Delben, da Itaú Asset Management, e Leonardo Ono, da Legacy Capital, abordaram temas cruciais sobre o mercado de crédito e ativos isentos
Por Itaú Private Bank
Aconteceu na terça-feira, 03/12, o Fund Forum, promovido pelo Itaú Private Bank em parceria com o Itaú Fund of Funds. Participaram do evento grandes nomes da indústria brasileira de fundos, que trouxeram, ao longo de cinco painéis, suas perspectivas acerca da conjuntura de diferentes segmentos do setor.
O painel "Mercado de crédito brasileiro: após o crescimento em 2024, o que esperar para o próximo ano?" contou com a participação de Fayga Delben, da Itaú Asset Management, e Leonardo Ono, da Legacy Capital. O bate-papo foi moderado por Andrea Moufarrege, do time de Global Private Investment Specialists do Itaú Private Bank GPIS. Durante a conversa, foram abordados aspectos cruciais do mercado de crédito, com ênfase nas operações da Itaú Asset Management e na indústria de incentivados.
A seguir, confira os principais destaques.
Contexto geral
- A Itaú Asset gerencia cerca de R$ 450 bilhões em crédito, com um crescimento notável de R$ 5 bilhões para R$ 28 bilhões em ativos isentos, refletindo o crescimento exponencial do setor em 2024.
- O mercado de debêntures incentivadas cresceu mais de cinco vezes desde o início do ano, indicando uma forte migração de recursos para essa classe de ativos.
- As mudanças regulatórias, que restringiram ofertas de CRIs e CRAs, impulsionaram o setor, resultando em maior demanda por fundos de infraestrutura e uma compressão dos spreads de crédito.
Estratégia de investimentos
- Nesse contexto, a gestão ativa tornou-se essencial, exigindo seletividade e adaptação para capturar as melhores oportunidades, especialmente em um ambiente de spreads reduzidos.
- Fayga destacou que a escala da Itaú Asset, com a maior mesa de crédito em infraestrutura, permite acesso a ofertas exclusivas, gerando eficiência e melhores condições em alocações primárias.
- A utilização de modelos de rating próprios para análise aprofundada das empresas, por exemplo, é um pilar fundamental do processo de investimento, priorizando operações alinhadas ao risco e retorno desejado.
Desafios e oportunidades
- Setores específicos, como varejo e saúde, foram identificados como áreas que requerem maior atenção devido a suas características cíclicas e desafios operacionais.
- O setor de telecomunicações enfrenta alta demanda por investimentos em infraestrutura e forte competição.
- Em contraste, o setor de infraestrutura, com contratos regulados, oferece previsibilidade e oportunidades relevantes, especialmente em energia e saneamento.
Perspectivas fiscais e macroeconômicas
- Apesar de discussões sobre mudanças fiscais, os benefícios tributários continuam a tornar o mercado atraente para investidores, devido à isenção fiscal de debêntures incentivadas.
- As empresas grandes estão em posição defensiva, com balanços robustos e menor exposição a crises de crédito no curto prazo.
- Tem acontecido maior integração de risco de mercado e crédito, com fundos multimercados adotando estratégias híbridas para explorar oportunidades em debêntures incentivadas e outros ativos.
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