Payroll: criação de vagas desacelera em abril

No Radar do Mercado: o relatório de folha de pagamentos dos EUA apontou uma desaceleração na criação de vagas em abril; no Brasil, a produção industrial cresceu em março

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Itaú Private Bank

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O Payroll, relatório de folha de pagamentos do Departamento do Trabalho dos EUA, indicou a criação de 175 mil vagas em abril, abaixo da projeção de mercado (240 mil) e menor ritmo verificado nos últimos seis meses.

A taxa de desemprego subiu para 3,9%, enquanto a expectativa do mercado era de manutenção do resultado anterior (3,8%). Já a taxa de participação permaneceu em 62,7%, em linha com o esperado.

Os ganhos salariais por hora trabalhada subiram 0,2% em abril, para 34,75 dólares, desacelerando em relação a março. Nos últimos 12 meses, o indicador registra alta de 3,9%, ritmo menor do que a leitura anterior (4,1%) e abaixo do esperado pelo mercado (4,0%).

Nossa visão: a leitura mais branda do mercado de trabalho em abril vem em linha com o discurso de Jerome Powell, presidente do Federal Reserve, na coletiva feita após a reunião de política monetária na última quarta-feira. Na ocasião, ele afirmou que o mercado de trabalho em desaceleração e a fraqueza nos gastos mais sensíveis aos juros são algumas das evidências de juros em patamar suficientemente restritivo, descartando novas altas à frente.

Produção industrial brasileira cresce 0,9% em março

Segundo a Pesquisa Industrial Mensal (PIM) de março, divulgada hoje pelo IBGE, a produção nacional registrou uma alta mensal de 0,9%, marcando o segundo aumento consecutivo. A leitura veio abaixo da nossa projeção (1,3%) e do esperado pelo mercado (1,4%). Frente a março de 2023, a indústria recuou 2,8%.

No mês, somente duas das quatro grandes categorias econômicas avançaram: bens intermediários e bens de consumo semi e não duráveis. Entre as atividades pesquisadas, apenas 5 das 25 tiveram alta na produção. As influências positivas mais importantes foram assinaladas por produtos alimentícios, produtos têxteis, impressão e reprodução de gravações.

Nossa visão: No primeiro trimestre de 2024, a produção industrial expandiu 0,3% tri/tri, puxada pelo avanço da indústria de transformação, enquanto a mineração/extrativa recuou no período. Assim, mantemos nossa visão de crescimento econômico sólido no primeiro trimestre do ano. Projetamos avanço de 2,3% para o PIB de 2024.


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