Que tal ter mais controle dos seus gastos do dia a dia? A gente explica como um orçamento pessoal pode ajudar você com isso

Itaú

• 9 minutos de leitura

mãos masculinas sobre o teclado do notebook digitando o orçamento pessoal

Com um controle de gastos você pode conhecer sua real situação financeira e conseguir cortar gastos e economizar de maneira eficiente. Entenda como montar um orçamento pessoal de maneira simples e em poucos passos.


Fazer um orçamento pessoal pode ser muito mais fácil do que parece. Neste post, vamos explicar para que serve e como fazer um orçamento personalizado para seu dia a dia.

O que é um orçamento pessoal?

Orçamento pessoal é um detalhamento das suas receitas e despesas. Essa ferramenta de planejamento financeiro funciona basicamente como um controle rigoroso de gastos que indica para onde vai o seu dinheiro, quanto sobra ou quanto falta por mês.

Orçamento pessoal x orçamento familiar

No orçamento pessoal, apenas uma pessoa controla suas receitas e seus gastos. No orçamento familiar, entram no controle as entradas e saídas de toda a família ou de um grupo de pessoas que dividem contas e objetivos financeiros.

O passo a passo para criar um orçamento pessoal é exatamente o mesmo do orçamento familiar. O que muda é a quantidade de pessoas envolvidas.

Como fazer um orçamento pessoal: 6 passos para montar o seu

Como dissemos no início do post, criar um orçamento pessoal não precisa ser algo complicado. A seguir vamos detalhar o passo a passo para você começar agora mesmo. Vamos lá?

Vale reforçar que estamos usando o termo orçamento pessoal, mas que o passo a passo vale igualmente para quem quer montar um orçamento familiar, ok?

1. Estabelecer o objetivo do orçamento

Em primeiro lugar, é importante saber qual o seu objetivo com o orçamento pessoal. Você pode querer poupar para realizar um sonho ou um grande projeto. Ou pode estar buscando formas de cortar gastos para equilibrar as contas, por exemplo. Também é possível que você esteja se preparando para renegociar dívidas ou que simplesmente queira saber onde está gastando seu dinheiro.

Que tal começar a construir o seu orçamento definindo um objetivo claro para ele? Afinal, suas chances de sucesso aumentam quando você tem isso definido.

2. Escolher um modelo

Agora você pode escolher o modelo que se encaixa mais fácil na sua rotina. Pode ser um papel em branco ou um app de finanças. Mas pensando em te ajudar com isso, deixamos aqui um link com várias opções de planilhas de controle financeiro que você pode baixar sem custo e mudar seu mundo.

3. Registrar todas as entradas

Agora é hora de começar a alimentar seu controle financeiro com informações. Nesta etapa, você deve detalhar todos os seus recebimentos. Isso inclui o salário que entra na sua conta, alguma renda extra (recebe aluguel ou tem rendimentos de aplicações em renda fixa?). Também vale incluir qualquer ajuda financeira que você ganhe de familiares, por exemplo, se for o caso.

É importante, porém, que você considere apenas os valores líquidos, ok? Outro detalhe: se estiver fazendo um planejamento financeiro familiar, precisa incluir aqui as receitas de todas as pessoas envolvidas. Se um filho receber pensão alimentícia, por exemplo, esse valor também entra na conta.

Na mesma planilha, você pode colocar informações sobre os seus investimentos. Entra ali tudo o que você já tem aplicado ou guardado de alguma forma.

4. Registrar e classificar todos os gastos

Agora vamos para o outro lado da moeda – as contas. Para descobrir qual é o tamanho do seu gasto mensal, você deve detalhar na planilha todas as suas despesas.

  • Despesas fixas
    Uma ideia é começar pelas despesas fixas, que são as contas que você paga todo mês com o mesmo valor (ou com variações bem pequenas). Exemplos: aluguel, mensalidade escolar, IPTU, plano de voz e dados, serviços por assinatura, condomínio e por aí vai.

  • Despesas variáveis
    Depois disso, é hora de inserir na planilha as despesas variáveis. Entram aqui gastos com alimentação fora de casa, supermercado, energia, transporte, lazer, fatura do cartão de crédito etc. Ou seja, são aquelas despesas que, ainda que você tenha todo mês, não têm sempre o mesmo valor e nem a mesma frequência.

  • Gastos pequenos do dia a dia
    Também é importante incluir no orçamento aqueles gastos pequenos ou menos frequentes com lazer, café, sorvete, presentes, saídas etc. Pode parecer bobagem, mas quando fazemos esse controle, muitas vezes percebemos que os pequenos gastos do dia fazem uma boa diferença no final do mês.

  • Crie categorias para as despesas
    Por fim, para facilitar a visualização dos seus gastos, é importante criar categorias para eles. Por exemplo, refeição, presentes, lazer, educação, contas de consumo, combustível, moradia etc.

Essas categorias não são fixas e podem variar de pessoa para pessoa. O importante é que você crie grupos que façam sentido para o seu orçamento.

5. Analisar as informações

Agora, sim, você vai começar a perceber a mudança no seu orçamento pessoal. Isso porque, com todas as informações detalhadas no seu controle, você vai conseguir entender a relação entre o que você ganha e o que você gasta. Além disso (e tão importante quanto), você vai descobrir para onde vai o seu dinheiro. Prepare-se porque pode haver surpresas, viu?

Ao analisar as informações, tente responder estas três perguntas fundamentais:

  • Quais gastos estão tomando a maior parte do orçamento? Você pode descobrir que está gastando demais com refeições fora de casa ou que um plano mais básico de TV resolveria seus problemas.
  • Deveria estar sobrando dinheiro? Se você ganhar bem mais do que gasta com suas despesas fixas e, mesmo assim, não sobrar nada no final do mês, pode ser o caso de rever os valores das despesas variáveis e estabelecer limites para despesas extraordinárias.

  • As entradas são suficientes ou é preciso revisar custos urgentemente? Se de fato suas despesas estiverem maiores que suas receitas, a solução é reorganizar todos os custos, inclusive os fixos. Procure formas de reduzir as saídas ou de aumentar as receitas, fazendo trabalhos extras, por exemplo.

6. Acompanhar e controlar

Pois bem, chegamos ao último passo do orçamento pessoal, mas já adiantamos que ele não acaba por aqui. Como assim? É que este passo é contínuo, o que significa que você precisa sempre acompanhar e controlar as informações do orçamento, todo mês, toda semana ou, o que seria o ideal, todo dia, inserindo todos os gastos (mesmo que pareçam irrelevantes).

Dessa forma, você conseguirá controlar suas finanças e adaptar seu orçamento à sua realidade, que sempre pode mudar (esperamos que para melhor, é claro!).



Dicas para manter o controle de gastos sempre em dia

Depois de criar seu orçamento, a ideia é que ele seja utilizado para manter o controle de gastos sempre em dia. Para isso, temos algumas dicas bem práticas.

  1. Alimente o orçamento diariamente. Se você incluir um pouco de informação todo dia, esse hábito passará a fazer parte da sua rotina e será muito simples.
  2. Observando para onde vai seu dinheiro, você pode encontrar possibilidades de reduzir as despesas.
  3. Se tiver dívidas, priorize esses pagamentos antes de fazer qualquer outro investimento. Se necessário, faça uma renegociação para obter juros mais baixos e prazos de pagamentos maiores. Considere apenas que a prestação mensal precisa caber no seu orçamento, ok?
  4. Sempre que sobrar dinheiro, invista. A ideia é que o dinheiro também trabalhe para você. Esses rendimentos passarão a compor as suas receitas mensais.
  5. Concentre as movimentações financeiras na mesma conta ou no mesmo cartão de crédito. Isso facilita o controle de gastos e evita cobrança de juros por distrações no uso do limite da conta ou na data de pagamento do cartão, por exemplo.

Aproveite a funcionalidade Minhas Finanças Itaú para controlar gastos

Quem tem conta no Itaú, tem o benefício do Minhas Finanças, que é um jeito mais fácil e prático de categorizar os gastos do dia a dia direto no extrato.

Aqui está um passo a passo:

  • abra o aplicativo Itaú e acesse o extrato;
  • toque no lançamento para classificá-lo;
  • escolha uma das mais 140 categorias disponíveis;
  • toque no card “Minhas Finanças” para visualizar o resumo da sua conta, com detalhamento do quanto ganhou e gastou por mês, qual sua média de gastos por dia e por categoria;
  • na mesma aba, você pode estabelecer uma “meta de gastos” para acompanhar a saúde financeira da sua conta.

Fica muito mais simples de entender para onde vai o seu dinheiro.

A funcionalidade é um benefício exclusivo para correntistas do Itaú. Clique no link para saber mais sobre a conta corrente que disponibiliza o Minhas Finanças Itaú.