Reforma Tributária: entenda o impacto nos negócios (e como se preparar)

Neste artigo, você vai entender o que muda com a Reforma Tributária, quais são os impactos para diferentes portes de negócio e como se preparar para a transição com segurança.

Pessoa escrevendo em um papel

Por Itaú Empresas

6 min minutos de leitura

A Reforma Tributária está mudando a forma como impostos são cobrados no Brasil. Para empresas, isso pode significar menos burocracia, mais padronização e novas regras de apuração.

O dinamismo do cenário tributário brasileiro oferece às empresas a oportunidade de aprimorar constantemente seus processos. Estar sempre a par das normas e prazos é um pilar fundamental para garantir a conformidade e impulsionar a eficiência operacional do negócio.

Nos últimos anos, a discussão sobre a necessidade de simplificação desse sistema ganhou força, e a tão aguardada Reforma Tributária começou a avançar no Congresso.

Essa proposta traz mudanças significativas na forma como as cobranças são feitas para reduzir burocracias, tornar a arrecadação mais transparente e melhorar o ambiente de negócios.

Neste artigo, vamos explicar o que é a Reforma Tributária, quais são as principais alterações previstas e como empreendedores podem se preparar para a transição, garantindo que seus negócios se adaptem de forma segura e eficiente.

Confira abaixo!

O que é a Reforma Tributária e por que ela está sendo discutida?

A Reforma Tributária é uma proposta de reestruturação do sistema de tributação para simplificar cobranças e reduzir complexidades. Hoje, muitas empresas enfrentam diversas regras, prazos e obrigações, o que aumenta custos e consome tempo do time financeiro e fiscal.

A ideia central é tornar a arrecadação mais simples e transparente, com regras mais uniformes e menos retrabalho no dia a dia.

Principais objetivos da Reforma Tributária

  • Simplificação de declarações e pagamentos.
  • Padronização de regras entre regiões.
  • Menos cumulatividade (redução de “imposto em cascata”).
  • Mais transparência na arrecadação.

A proposta busca modernizar como o Brasil arrecada impostos, aproximando-se de modelos mais eficientes já adotados em outros países.

Reforma Tributária para empresas: o que muda na prática?

Um dos pontos mais relevantes é a proposta de criação de um Imposto sobre Valor Agregado (IVA), que tende a consolidar tributos e padronizar a lógica de cobrança.

Para empresas, isso pode trazer mais previsibilidade no planejamento e facilitar controles — desde que haja preparo para adaptar processos, sistemas e rotinas.

IVA, CBS e IBS — entenda os novos tributos

A proposta prevê a substituição de tributos atuais (como PIS, Cofins, ICMS e ISS) por dois novos principais:

  • CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) – competência federal
  • IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) – administrado por estados e municípios

A expectativa é reduzir duplicidades e criar um modelo mais uniforme.

Leia também: Como funcionará a contribuição sobre bens e serviços

Quais os riscos de não se adequar à Reforma Tributária?

Não se preparar para a Reforma Tributária pode gerar impactos diretos no caixa e na operação. O principal risco é a não conformidade fiscal, que aumenta a chance de erros na apuração de impostos (especialmente com CBS/IBS/IVA), inconsistências em documentos e falhas em obrigações acessórias. Isso pode resultar em multas, juros, autuações, além de retrabalho constante no time fiscal e financeiro.

Na prática, empresas que deixam a adequação para a última hora também podem enfrentar gargalos operacionais: sistemas (ERP) desatualizados, cadastros incompletos (NCM, alíquotas, regras de tributação), atrasos na emissão de notas e dificuldades para conciliar informações. Outro ponto crítico é o risco comercial: problemas fiscais podem travar contratos, prejudicar auditorias, reduzir acesso a crédito e afetar a confiança de clientes e parceiros.

Em resumo: quanto mais tarde a adaptação, maior a chance de custo extra, perda de produtividade e exposição a riscos tributários durante a transição.

Impactos da Reforma Tributária para micro, pequenas e médias empresas

Nem todo negócio será impactado do mesmo jeito. O efeito varia conforme setor, regime tributário, estrutura e maturidade de processos.

Abaixo, um panorama geral para ajudar na leitura estratégica.

Micro e pequenas empresas (incluindo PMEs)

Para negócios menores, a simplificação tende a ser especialmente relevante. Muitas vezes, não há uma equipe fiscal robusta, e o custo de conformidade é alto.

O Simples Nacional deve continuar existindo, mas pode passar por ajustes para se harmonizar com o novo modelo.

Possíveis efeitos para PMEs:

  • Menos tempo com rotinas burocráticas.
  • Redução de custos indiretos com retrabalhos.
  • Maior clareza para apoiar compliance tributário e gestão fiscal.

Médias e grandes empresas

Empresas maiores podem sentir mais impacto em:

  • Integrações entre áreas (fiscal, compras, comercial e TI).
  • Revisão de regras internas de precificação e crédito.
  • Necessidade de governança e trilhas de auditoria mais consistentes.

Aqui, processo e sistema fazem diferença: uma adaptação bem feita reduz risco e melhora eficiência.

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Novos impostos e unificação de tributos

Com a reforma prevista, tributos como PIS, Cofins, ICMS e ISS devem ser substituídos por dois novos:

  • Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), de competência federal;
  • Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), administrado por estados e municípios.

O objetivo dessa unificação é simplificar processos, evitar cobranças duplicadas e criar regras padronizadas entre todas as regiões.

Mas essa transição para o novo modelo será gradual, com um período de testes no qual os novos impostos funcionarão em paralelo aos antigos, visando adaptação de empresas e órgãos arrecadadores.

Após essa fase, o sistema atual será extinto, e o novo passará a valer integralmente.

E mesmo com essa implementação gradual, é importante que gestores já comecem a entender as mudanças e seus impactos. Isso inclui acompanhar atualizações legislativas, avaliar sistemas de gestão fiscal e treinar equipes para as novas obrigações.

Sendo assim, manter-se informado e adaptar processos desde já é essencial para evitar contratempos quando as novas regras entrarem em vigor.

Como se preparar para a transição da Reforma Tributária (checklist prático)

Mesmo com implementação gradual, o ideal é começar desde já com um plano de adaptação. Isso evita correria quando mudanças operacionais e obrigações acessórias entrarem em vigor.

Passos recomendados para empresas

  1. Acompanhe atualizações legislativas e materiais oficiais.
  2. Revise seus processos de apuração de impostos e emissão de documentos.
  3. Avalie se seu ERP/sistema fiscal está pronto para mudanças (CBS/IBS/IVA).
  4. Treine equipes de finanças, fiscal e contabilidade.
  5. Crie um plano de transição com prazos, responsáveis e testes.

O papel da tecnologia na adaptação às novas regras tributárias

A tecnologia pode ser uma aliada importante para reduzir riscos e melhorar a eficiência. Sistemas integrados ajudam a automatizar cálculos, organizar cadastros, gerar relatórios e apoiar auditorias internas.

Onde a tecnologia ajuda mais

  • Automação de rotinas fiscais e conciliações.
  • Padronização de dados (cadastro de produtos/serviços, NCM, alíquotas).
  • Controle e rastreabilidade para auditorias e fiscalizações.
  • Redução de erros manuais e retrabalho.

Possíveis benefícios para a economia e para os negócios

Com menos burocracia e regras mais claras, o ambiente de negócios tende a ficar mais competitivo e atrativo para novos investimentos.

A simplificação pode incentivar a formalização de empresas, ampliar a base de contribuintes e, no longo prazo, contribuir para a redução de custos operacionais.

O Itaú Empresas acompanha de perto as mudanças que afetam o dia a dia dos empreendedores. E além de oferecer soluções financeiras adaptadas para cada momento da sua empresa, disponibilizamos conteúdos e orientações para que você se prepare com máxima segurança.

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