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Cobertura Web Summit Rio: IA e o tipping point nos negócios

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Itaú BBA

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Realizado entre 1 e 5 de maio, o Web Summit Rio, o evento global de tecnologia, teve como destaque a inteligência artificial. De venture capital a ESG, de marketing a novos negócios, temas diversos mostraram que IA é uma pauta transversal, que inaugura uma nova era na humanidade. O festival recebeu mais de 500 investidores, 970 startups e um público acima de 20.000 pessoas.

Com estimativa de atingir um mercado global de US$ 1,847 trilhão de dólares até 2030, segundo o site Statista, a IA deve afetar todos os setores da economia no mundo. Em termos históricos, é um impacto semelhante – ou maior – ao que foram as Revoluções Industriais. Para se ter uma ideia, de acordo com a publicação mais recente da MIT Sloan School of Management, 92% das grandes empresas já contabilizam hoje retorno sobre seus investimentos em IA.

Com capacidade de analisar, aprender, tomar decisões e guardar memória, a IA pode executar tarefas tão bem quanto ou melhor do que seres humanos. Aliada ao big data, condensa, processa e raciocina a partir de um volume colossal de dados. Aplicada a operações de vendas, marketing, comunicação, logística e recursos humanos – para citar apenas algumas – essa potência representa um antes e depois na história, um tipping point. Ao longo do evento, realizado pela primeira vez no Brasil, uma pergunta nos acompanhou: como a IA vai revolucionar o dia a dia de quem está à frente de um negócio?

IA na prática dos negócios

Da emoção para a análise objetiva. Esta é a primeira quebra de paradigma a ser proporcionada pela inteligência artificial a gestores de empresas. Este foi um dos pontos levantados por Gabriel Vasquez, sócio da Andreessen Horowitz, no bate-papo com André Miceli, Editor-in-chief & CEO da MIT Technology Review Brasil. Ao agrupar algoritmos, redes neurais e sistemas de aprendizado, as ferramentas que se utilizam de IA permitirão ao empreendedor tomar decisões cada vez mais assertivas em relação a alocação de recursos, investimentos e toda sorte de escolhas. Isso se deve ao fato de que a partir do grande volume de dados disponíveis, há muito mais variáveis disponíveis para análise — o que até então era impossível. Na prática, significará que os rumos serão melhor embasados.

Com escolhas calculadas, reduzindo o fator surpresa, empresas de todo e qualquer setor devem colher benefícios relacionados a riscos, como redução de custos operacionais, ganho de eficiência e identificação de problemas com precisão e antecipação. Sem contar o universo de insights que permitirá avaliar e melhorar constantemente a experiência do usuário, trazendo impacto positivo para o negócio. Aprender com o cliente e manter a mente aberta, aliás, foi um dos pontos levantados por Milton Maluhy Filho, CEO do Itaú Unibanco, ressaltando a importância do setor bancário, assim como todos os outros, estar em sintonia com as mudanças tecnológicas.

Diante da evolução permanente, a IA será fundamental na automatização de processos, no desenvolvimento de inteligência competitiva, na correção de erros e na ampliação do acesso a mercados tanto nacionais quanto internacionais.

Inteligente e criativa

Não apenas tarefas consideradas operacionais e repetitivas serão beneficiadas pela inteligência artificial. Trabalhos criativos também viverão uma nova fase, elevando a ferramenta do patamar de curadoria para o de autoria, como foi discutido no debate entre Daniela Braga, CEO da Defined.ai, Fernando Machado, CMO da NotCo e Brad Haynes da Brasil Reuters News. A expectativa é de que designers e gerentes de produto sejam empoderados, a partir de ferramentas de IA, no processo de desenvolvimento de novos protótipos, assunto do painel liderado por Gerry Giacomán Colyer, CEO do Clara; Pedro Bramont, Diretor de Negócios Digitais & Open Finance no Banco do Brasil; Aline Oliveira, Co-founder da Traive e Greg Williams, editor da revista Wired.

Próximos capítulos da IA

Especialistas de diversas empresas foram unânimes: o sucesso das ferramentas lastreadas por inteligência artificial depende de um preciso alinhamento com as diretrizes de gestão e inovação. Todas precisam estar direcionadas aos mesmos objetivos, sempre com a sustentação da vertente humana, que irá pautar os vieses e as prioridades. “IA fará o dinheiro fluir de forma mais eficiente”, afirmou Aline Oliveira, Cofundadora da Traive.

Outro ponto relevante foi a aplicação da IA não apenas nas operações de compra e venda de produtos, mas na solução de problemas. Em muitos serviços que já utilizam essa tecnologia nos setores de varejo, alimentação e transporte, por exemplo, há um descompasso. Em plataformas de bens que podem ser adquiridos e entregues em minutos, problemas técnicos podem levar dias e até semanas para serem resolvidos.

Há quem diga, ainda, que o recurso nem deveria se chamar "inteligência artificial". Afinal, trata-se de um sistema que precisa ser manipulado e controlado, o que é impossível em uma inteligência "natural". Uma vez que a tecnologia é meio, e não fim, para que a IA evolua sempre será necessário o aprofundamento nas relações humanas em primeiro lugar. A regra valerá também para o mundo dos negócios. O quanto a IA já faz parte do dia a dia da sua empresa e da suas decisões?

Assista no Youtube do Itaú BBA as gravações dos painéis sobre Tendências Tecnológicas, ESG e Novas Economias:

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