Como as mudanças climáticas agravam extremos no mundo
Radar ESG: confira os temas que movimentaram a agenda sustentável nesta semana
Por Comunicação Itaú Asset
EDIÇÃO #21

O avanço das mudanças climáticas e seus impactos econômicos e sociais dominam o debate global. Ondas de calor mais intensas, secas prolongadas e enchentes frequentes revelam o custo da inação, enquanto governos e investidores buscam soluções para financiar uma transição justa.
Nesta edição do Radar ESG, destacamos o novo alerta da ONU sobre o aquecimento global, o papel do agronegócio brasileiro na COP30 e a importância das pequenas empresas no avanço da agenda sustentável.
Como as mudanças climáticas agravam as ondas de calor, as secas e os incêndios florestais
De acordo com a BBC, o impacto das mudanças climáticas é cada vez mais perceptível.
No Reino Unido, as temperaturas acima de 40 °C se tornaram 20 vezes mais prováveis desde a década de 1960, enquanto a atmosfera mais quente retém mais umidade, ampliando o risco de chuvas intensas e enchentes, como as que atingiram a Europa Central em 2024.
Na África Oriental, a falta de chuvas entre 2020 e 2022 foi agravada pelo aquecimento global, tornando a crise hídrica 100 vezes mais provável. A ONU alerta ainda que os incêndios florestais extremos podem crescer até 50% até 2100, caso não haja ação climática robusta.
Mundo deve ultrapassar meta de 1,5 °C, diz ONU
Segundo o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEP), mesmo com o cumprimento dos compromissos climáticos atuais, o mundo deve registrar um aumento de temperatura entre 2,3 °C e 2,5 °C até o fim do século.
Sob as políticas atuais, o número pode chegar a 2,8 °C.
A ONU considera que o limite de 1,5 °C é hoje “quase inevitável”. Manter essa meta viva exigirá cortes estruturais de emissões de cerca de 55% até 2035 e uma transformação profunda na forma como o capital climático é mobilizado. O alerta reforça a urgência de políticas integradas entre governos, empresas e investidores para acelerar a transição.
O papel do agronegócio brasileiro na COP30
Em meio às discussões da COP30, a Anbima destacou o potencial do agronegócio brasileiro para liderar a transição sustentável, especialmente ao lado do mercado de capitais.
Instrumentos financeiros como os Fiagro e os títulos sustentáveis já demonstram maturidade para financiar práticas de baixo carbono, agricultura regenerativa e rastreabilidade.
Com um déficit de financiamento estimado entre US$ 120 bilhões e US$ 170 bilhões, ampliar o acesso ao capital estruturado será essencial para acelerar a descarbonização do setor.
Por que pequenas empresas devem se engajar com ESG e como começar
De acordo com a VOCÊ S/A, pequenas e médias empresas têm papel relevante na transição sustentável, e adotar práticas ESG é viável mesmo com recursos limitados Entre os primeiros passos estão ações de eficiência energética, gestão de resíduos, transparência na governança e valorização da cultura sustentável.
Esse movimento não apenas melhora a eficiência e reduz custos, mas também amplia o acesso a crédito, investidores e novas oportunidades de negócio, fortalecendo o ecossistema ESG de forma mais inclusiva.
Acompanhe também os principais índices ESG
Além das notícias da semana, você confere no Radar ESG os principais índices de sustentabilidade, incluindo benchmarks globais e brasileiros, assim como dados sobre títulos verdes e setores ligados à transição energética.
A tabela apresenta uma visão consolidada dos índices que refletem diferentes abordagens dentro da agenda ESG, desde desempenho corporativo sustentável até indicadores de baixa emissão de carbono e clima.

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