Índices sustentáveis superam o Ibovespa e COP30 chega ao fim

O Radar ESG desta semana traz o balanço final da COP30, os compromissos assumidos em Belém e o desempenho dos investimentos sustentáveis no Brasil

Por Comunicação Itaú Asset

5 minutos de leitura

EDIÇÃO #20

Capa do Radar ESG, com fundo na cor azul claro

A COP30 chegou ao fim em Belém com conquistas importantes no campo do financiamento climático e um compromisso global renovado com a adaptação. O evento também destacou o protagonismo do Brasil na agenda de florestas tropicais e consolidou metas globais para o cumprimento do Acordo de Paris. Apesar do avanço, temas como a transição energética e o papel dos combustíveis fósseis ainda dividiram opiniões.

Balanço da COP30: financiamento avança, mas petróleo fica de fora

Um balanço feito pelo Seu Dinheiro destacou que a COP30 foi marcada por decisões concretas em financiamento climático e pela criação do Fundo de Florestas Tropicais Para Sempre, que já recebeu seus primeiros aportes. O encontro também resultou no compromisso de triplicar os recursos destinados à adaptação até 2030, representando uma mudança de foco importante para apoiar populações vulneráveis e infraestrutura resiliente.

Porém, a ausência de menções explícitas à redução do uso de combustíveis fósseis no texto final gerou críticas. Ainda assim, a conferência consolidou um avanço institucional no desenho de mecanismos financeiros e no engajamento do setor privado em soluções climáticas.

COP30 encerra com metas e novas definições globais

De acordo com a CNN Brasil, a COP30 terminou com 122 NDCs (Contribuições Nacionalmente Determinadas) entregues, um salto expressivo em relação às 94 do início do evento. Foram aprovadas 29 decisões por consenso, cobrindo temas centrais como adaptação, financiamento, mitigação e implementação.

O Brasil permanecerá na presidência da COP por mais 11 meses e deverá coordenar um “mapa do caminho” técnico para acelerar a transição energética e fortalecer políticas de desmatamento zero. O saldo foi considerado equilibrado, com avanços práticos em governança e cooperação multilateral.

Índices sustentáveis superam o Ibovespa

Segundo o InfoMoney, os índices ESG da B3, como o ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial) e o ICO2 (Índice de Carbono Eficiente), apresentaram desempenho superior ao do Ibovespa em 2025. Até 10 de novembro, o ISE registrava alta de 34,58% e o ICO2 de 37,97%, contra 29,25% do principal índice da bolsa.

A performance reflete o menor peso de empresas de combustíveis fósseis e o fortalecimento de companhias alinhadas a critérios ESG, reforçando que investir com responsabilidade também pode ser lucrativo.

O que o atraso do Quadro Net-Zero da IMO significa para a descarbonização marítima

A Reuters informou que a Organização Marítima Internacional (IMO) adiou por um ano a adoção de seu Quadro Net-Zero, que definiria padrões obrigatórios de intensidade de carbono e um mecanismo global de precificação de emissões.

O adiamento aumenta a incerteza regulatória para o setor marítimo e pode gerar fragmentação entre regiões, já que países e blocos econômicos, como a União Europeia, podem avançar com regras próprias.

Enquanto isso, o setor é incentivado a aprimorar sistemas de monitoramento, renegociar contratos e investir em combustíveis alternativos, em linha com as metas de descarbonização de longo prazo.

Acompanhe também os principais índices ESG

Além das notícias da semana, você confere no Radar ESG os principais índices de sustentabilidade, incluindo benchmarks globais e brasileiros, assim como dados sobre títulos verdes e setores ligados à transição energética.

A tabela apresenta uma visão consolidada dos índices que refletem diferentes abordagens dentro da agenda ESG, desde desempenho corporativo sustentável até indicadores de baixa emissão de carbono e clima.

Fonte: Bloomberg | Data: 26 de novembro de 2025
Fonte: Bloomberg | Data: 26 de novembro de 2025

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