Itaú Asset no PRI in Person e COP30 domina o debate climático
O Radar ESG desta semana traz os destaques da participação da Itaú Asset no PRI in Person, o avanço das finanças sustentáveis e os desafios crescentes da crise climática
Por Comunicação Itaú Asset
EDIÇÃO #19

Nesta edição do Radar ESG, compartilhamos nossa participação no PRI in Person 2025, o maior evento global sobre investimento responsável, onde reforçamos nosso compromisso com a integração ESG e o diálogo internacional sobre sustentabilidade.
Também trazemos os destaques do novo relatório da Climate Bonds Initiative, uma análise de 30 anos de negociações climáticas e o impacto crescente dos eventos extremos no Brasil.
Itaú Asset no PRI in Person 2025
Estivemos no PRI in Person 2025, evento que reuniu fundos de pensão, seguradoras, gestoras e provedores de serviços ESG de todo o mundo. Nossos representantes, Renato Eid Tucci e Alexandre Gazzotti, apresentaram nossas práticas, produtos e estratégia ESG, reforçando como buscamos integrar sustentabilidade e performance em nossas decisões de investimento.
Durante o evento, lançamos em parceria com a gestora chinesa EFunds um white paper sobre a evolução das práticas ESG no Brasil e na China. Renato Eid Tucci, head de Estratégias Indexadas e Integração ESG, participou da plenária “Cutting through the noise: communicating sustainability across global markets”, destacando a importância de manter consistência global, foco fiduciário e sensibilidade local nas estratégias ESG.
Já Alexandre Gazzotti, analista sênior de ESG, contribuiu em painéis da Climate Bonds Initiative, EFunds e MSCI, abordando transição climática, práticas de investimento em países emergentes e riscos físicos associados às mudanças do clima.
Climate Bonds apresenta estudo com oportunidade de investimento climático de US$ 4 trilhões
Segundo a Climate Bonds Initiative, há uma pipeline de aproximadamente US$ 4,4 trilhões em investimentos potenciais em dívida verde, social ou de sustentabilidade (GSS+) nos próximos dez anos. O levantamento engloba 12 países considerados líderes climáticos e representa pouco mais de um quinto do potencial global do mercado de GSS+.
O estudo destaca o aumento das oportunidades para investidores com foco ESG e o papel estratégico de políticas de transição e mitigação nas economias emergentes. Apesar disso, ainda há uma lacuna relevante de financiamento, o que cria espaço para liderança de quem conseguir alocar capital de forma inovadora e de longo prazo.
30 anos de negociações climáticas em seis gráficos
Em análise publicada pela Reuters, 30 anos de conferências climáticas mostram que o progresso global ainda é insuficiente para limitar o aquecimento a 1,5°C. Desde 1995, as emissões de gases de efeito estufa aumentaram cerca de 34%, impulsionadas pela dependência contínua de combustíveis fósseis.
O levantamento ressalta a importância de políticas de precificação de carbono, regulação climática e transparência obrigatória, que já afetam diretamente o valor dos ativos de setores intensivos em emissões. Para investidores, o contexto reforça a necessidade de integrar riscos de transição e oportunidades de descarbonização nas análises de portfólio.
Tornado no Sul e a relação com as mudanças climáticas
De acordo com o UOL Notícias, um tornado de categoria F3 atingiu o município de Rio Bonito do Iguaçu (PR), com ventos acima de 200 km/h, o mais devastador já registrado no estado.
Meteorologistas apontam que o aquecimento global e a maior variabilidade climática contribuem para a intensidade desses fenômenos. O episódio reforça que os efeitos das mudanças climáticas já são uma realidade doméstica, e não apenas um desafio global. A adaptação, o fortalecimento dos sistemas de alerta e a integração dos riscos físicos nas estratégias de investimento tornam-se cada vez mais urgentes.
Acompanhe também os principais índices ESG
Além das notícias da semana, você confere no Radar ESG os principais índices de sustentabilidade, incluindo benchmarks globais e brasileiros, assim como dados sobre títulos verdes e setores ligados à transição energética.
A tabela apresenta uma visão consolidada dos índices que refletem diferentes abordagens dentro da agenda ESG, desde desempenho corporativo sustentável até indicadores de baixa emissão de carbono e clima.

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