Fundos multimercado: IA, alternativos e o futuro da gestão
Mind Asset: Arlindo Penteado, diretor do Itaú Alternatives, explica como especialização, internacionalização e inteligência artificial estão transformando a gestão de investimentos
Por Comunicação Itaú Asset
A indústria de multimercados vive um momento de transformação. Novas estratégias, a expansão dos investimentos alternativos, a internacionalização e os avanços da inteligência artificial vêm ampliando as possibilidades de gestão e mudando a forma como se busca gerar valor para os investidores.
Neste episódio do Mind Asset, Arlindo Penteado, diretor do Itaú Alternatives, conta como esses movimentos estão sendo incorporados à evolução da plataforma da Itaú Asset e quais tendências devem marcar os próximos anos da indústria.
O crescimento dos investimentos alternativos
Uma das mudanças mais relevantes observadas nos últimos anos é o avanço dos investimentos alternativos. A classe reúne estratégias voltadas à geração de alfa por meio de oportunidades menos dependentes dos fatores tradicionais de mercado, incluindo segmentos como crédito estruturado, infraestrutura, agro e real estate.
O movimento acompanha uma tendência global. Apesar de representar cerca de 20% da indústria global de asset management, os alternativos já respondem por mais da metade das receitas do setor. Em um ambiente cada vez mais competitivo, a especialização ganha protagonismo na busca por retornos diferenciados.
Internacionalização e acesso a novas fontes de alfa
A internacionalização foi outro destaque da conversa. O objetivo vai além da ampliação geográfica dos investimentos e passa pela construção de um ecossistema capaz de conectar conhecimento, talentos e oportunidades em diferentes mercados.
Nesse contexto, as recentes parcerias firmadas pela Itaú Asset em estratégias de hedge funds e mercados privados buscam ampliar o intercâmbio de expertise, desenvolver novas soluções de investimento e expandir o acesso a fontes de diversificação. O movimento também abre espaço para iniciativas conjuntas e fortalece a atuação da gestora em uma indústria cada vez mais global.
Plataforma e especialização
Se a busca por alfa exige profissionais cada vez mais especializados, a escala passa a ser um diferencial importante. A discussão destaca a evolução do modelo de plataformas de investimento, que oferecem infraestrutura, tecnologia, pesquisa, acesso aos mercados e suporte operacional para que gestores possam se dedicar ao desenvolvimento de suas estratégias.
Hoje, a plataforma reúne 122 gestores e equipes presentes em diferentes centros financeiros, criando um ambiente voltado à colaboração, à atração de talentos e à produção de conhecimento especializado.
Inteligência artificial e a gestão do futuro
A inteligência artificial aparece como um dos temas centrais do episódio. A tecnologia já está sendo utilizada em diferentes etapas do processo de investimento, desde a captura de dados em tempo real e análise de notícias até estudos macroeconômicos e apoio à tomada de decisão.
Ao longo do último ano, a Itaú Asset desenvolveu uma plataforma com mais de 200 agentes de IA organizados em nuvem e supervisionados por equipes humanas. A iniciativa começou com modelos voltados à análise macroeconômica e hoje vem sendo expandida para diferentes estratégias e geografias.
A proposta não é substituir gestores, mas potencializar suas capacidades. O modelo combina tecnologia, conhecimento especializado e supervisão humana, permitindo análises mais profundas e maior capacidade de processar informações em um ambiente cada vez mais complexo.
Para onde caminha a indústria
O futuro da gestão de investimentos tende a combinar dois vetores complementares, a ultraespecialização e tecnologia. De um lado, cresce a necessidade de profissionais com conhecimento profundo sobre mercados e ativos específicos. De outro, ferramentas de inteligência artificial ampliam a capacidade de análise e ajudam a transformar informação em vantagem competitiva.
Nesse cenário, a combinação entre talentos especializados, plataformas robustas e tecnologia de ponta deve continuar moldando a próxima fase da indústria de multimercados.
O que permanece
Em uma indústria marcada por mudanças constantes, alguns elementos permanecem centrais. Confiança, transparência, autonomia e trabalho em equipe aparecem como pilares para o desenvolvimento de pessoas e negócios. A construção de times fortes depende da capacidade de atrair especialistas, criar oportunidades de crescimento e manter uma cultura capaz de conectar diferentes perfis e competências.
Aprendizado contínuo também faz parte dessa equação. Em um ambiente transformado pela inteligência artificial, pelo excesso de informação e pela velocidade das mudanças tecnológicas, a capacidade de aprender, adaptar-se e evoluir continua sendo uma das competências mais relevantes para profissionais e organizações.
Assista e aprofunde
Confira o episódio completo do Mind Asset e entenda como investimentos alternativos, internacionalização, especialização e inteligência artificial estão ajudando a construir o futuro da gestão de investimentos.
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