Mercado ESG ganha escala no Brasil e a transição verde avança em diferentes frentes
O Radar ESG desta semana destaca o crescimento dos fundos sustentáveis, a mobilização de capital para a bioeconomia e o avanço da transparência climática no Brasil e no exterior.
Por Comunicação Itaú Asset
EDIÇÃO #23

A edição desta semana do Radar ESG reúne sinais claros de amadurecimento da agenda sustentável. No Brasil, os fundos ESG alcançam novo patamar de ativos sob gestão, enquanto iniciativas em bioeconomia, mineração estratégica e regulação ambiental mostram como a transição verde começa a ganhar escala prática e financeira.
Fundos sustentáveis crescem no Brasil e chegam a R$ 52 bilhões
Segundo o Valor Econômico, a indústria de fundos sustentáveis no Brasil atingiu cerca de R$ 52 bilhões em ativos, consolidando uma trajetória de crescimento impulsionada pela maior maturidade regulatória e por avanços em autorregulação.
A entrada em vigor de normas da CVM fortaleceu a padronização de informações e a clareza na classificação dos produtos, aumentando a confiança do investidor. Mais do que um avanço quantitativo, o segmento passa por uma evolução em governança, transparência e credibilidade.
Entre os produtos em destaque está o Active Fix ESG, do Itaú Asset, lançado em 2021, que já soma cerca de R$ 3 bilhões em ativos e acumula retorno de 44,62% em 36 meses. A gestora também opera o Active Fix ESG Horizonte, que segue a mesma abordagem e direciona 10% do portfólio à Amazônia, reforçando a integração entre retorno financeiro e impacto.
Com planta-piloto, australianos esquentam corrida das terras raras no Brasil
De acordo com o Capital Reset, uma mineradora australiana inaugurou em Poços de Caldas (MG) uma planta-piloto para processamento de terras raras — minerais essenciais para tecnologias de energia limpa, eletrônicos e mobilidade elétrica.
O projeto funciona como um laboratório de métodos de extração mais sustentáveis, com reciclagem total de água e sem barragens de rejeitos. Embora o investimento inicial seja modesto, de cerca de R$ 5,4 milhões, a iniciativa posiciona o Brasil como peça estratégica na diversificação das cadeias globais fora da China, com implicações econômicas, ambientais e geopolíticas.
Brasil lança 4º leilão Eco Invest focado em bioeconomia e turismo sustentável na Amazônia
Durante a COP30, o governo brasileiro anunciou o 4º Leilão do Eco Invest Brasil, com foco em bioeconomia e turismo sustentável na Amazônia Legal, segundo comunicado oficial da conferência: Eco Invest Brasil – COP30.
O programa já mobilizou mais de R$ 75 bilhões em investimentos por meio de instrumentos financeiros inovadores. Esta rodada aposta em financiamento misto (blended finance) para impulsionar cadeias ligadas à sociobiodiversidade, restauração ecológica, turismo ecológico e infraestrutura sustentável, como energia renovável descentralizada e conectividade digital.
A iniciativa reforça a estratégia de desenvolver a economia amazônica de forma moderna, sustentável e atrativa para investidores e organismos multilaterais.
Nova York avança como referência em transparência climática
Segundo o ESG News, o estado de Nova York exigirá, a partir de 2027, que grandes emissores reportem suas emissões de gases de efeito estufa.
A regra se aplica a instalações com mais de 10 mil toneladas anuais de CO₂e, abrangendo setores como energia, combustíveis, resíduos e indústria. Os dados verificados servirão de base para políticas públicas, direcionamento de investimentos e cumprimento da Climate Leadership and Community Protection Act.
A medida posiciona Nova York como líder subnacional em transparência climática, especialmente em um contexto de recuo regulatório em nível federal nos Estados Unidos.
Acompanhe também os principais índices ESG
Além das notícias da semana, você confere no Radar ESG os principais índices de sustentabilidade, incluindo benchmarks globais e brasileiros, assim como dados sobre títulos verdes e setores ligados à transição energética.
A tabela apresenta uma visão consolidada dos índices que refletem diferentes abordagens dentro da agenda ESG, desde desempenho corporativo sustentável até indicadores de baixa emissão de carbono e clima.
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