Mind Asset: ataque e defesa na Bolsa com a estratégia Long Bias
Rodrigo Koch, portfolio manager do Itaú Optimus Long Bias, e Fernando Cavallete, head do time de Portfolio Specialists da Itaú Asset, explicam como a estratégia equilibra risco e oportunidade
Por Comunicação Itaú Asset
Os fundos Long Bias ocupam uma posição singular entre as estratégias de investimento em ações. Eles permitem ao gestor ajustar o grau de exposição à Bolsa conforme o cenário econômico, combinando momentos de ataque, quando o mercado está favorável, com fases de defesa, quando a volatilidade aumenta.
No segundo episódio da série “Estratégias de Gestão em Bolsa” do podcast Mind Asset, Rodrigo Koch, gestor da família de fundos Itaú Optimus, e Fernando Cavallete, head do time de Portfolio Specialists da Itaú Asset, detalham como essa abordagem funciona na prática, para quem ela faz sentido e por que vem ganhando espaço nas carteiras de investimento.
Como funciona o Long Bias
Durante a conversa para o podcast, os especialistas pontuaram que a estratégia para os fundos Long Bias permite flexibilidade total de alocação, podendo variar de 0 a 100% em ações, de acordo com as oportunidades do mercado.
Quando os gestores estão mais otimistas, a carteira fica mais comprada. Em cenários de risco elevado, a exposição diminui, e parte dos recursos migra para títulos públicos ou ativos de menor volatilidade.
“É uma estratégia que permite equilibrar o portfólio ao longo do tempo, protegendo nos momentos difíceis e capturando ganhos quando a Bolsa se recupera”, explica Koch.
Cavallete reforça que a liberdade de alocação é o diferencial dessa categoria. “Entre os fundos Long Only e os Long & Short, o Long Bias é o meio termo, que permite reagir a diferentes ambientes de mercado”, afirma.
Perfil e cenário adequado
O Long Bias é indicado para quem deseja participar das altas da Bolsa sem estar exposto a toda sua volatilidade. Por buscar proteger o capital em momentos adversos, encaixa-se no perfil de investidor moderado, aquele que aceita algum risco, mas prefere reduzir as quedas acentuadas do mercado de ações.
Segundo Cavallete, “é o tipo de fundo para quem não quer deixar as oportunidades da Bolsa passarem, mas também não tolera grandes perdas”.
Processo de gestão e influência macroeconômica
Rodrigo Koch detalha o dia a dia da gestão de um fundo Long Bias citando o Itaú Optimus Long Bias. Antes das decisões de investimento, a gestão leva em consideração uma avaliação top down do cenário macroeconômico global. A equipe avalia crescimento, juros e moedas em diversas regiões para definir onde há mais oportunidades. Depois, o time de analistas busca empresas e setores com maior potencial de retorno dentro desse cenário.
“Quando o ambiente é favorável, ficamos mais comprados em ações. Se vemos riscos maiores, preferimos reduzir exposição e proteger o portfólio”, resume Koch.
Desempenho e exemplo recente
Em seus três anos de histórico, o Itaú Optimus Long Bias apresenta resultado acima do seu benchmark (IPCA + IMA-B) e do Ibovespa, com volatilidade menor.
Koch lembra que, no fim de 2024, o fundo reduziu a exposição de 80% para 20% antecipando a alta de juros e o aumento da inflação. “O ajuste permitiu proteger o capital em um momento de forte queda do mercado”, diz. A estratégia também direcionou parte da carteira a setores dolarizados e exportadores para mitigar os impactos do câmbio.
O que considerar antes de investir
Por ser um fundo multimercado com tratamento de renda variável, o Long Bias possui tributação única de 15% sobre os ganhos e não tem come-cotas. No entanto, não é um produto de liquidez imediata nem voltado a resultados mensais constantes.
“O gestor não tem bola de cristal”, observa Cavallete. “Mas em janelas longas, um bom processo de investimento e uma equipe experiente tendem a gerar resultados superiores ao mercado.”
Ele destaca que a estratégia é adequada para a construção de patrimônio de longo prazo e pode servir como ponte entre fundos de ações tradicionais e os multimercados mais defensivos.
Principais destaques do episódio
- Long Bias permite uma variação ampla do percentual do portfólio alocado em ações e tem flexibilidade para se adaptar a cenários distintos.
- Perfil ideal: investidor moderado, que busca equilíbrio entre risco e proteção.
- Processo de gestão top down, com apoio de times macroeconômicos e de research.
- Desempenho histórico acima dos índices de referência e com menor volatilidade.
- Indicado para objetivos de médio e longo prazo na construção de patrimônio.
Assista e aprofunde
Ouça o episódio completo do Mind Asset e entenda como os fundos Long Bias atuam em diferentes cenários de mercado.
Antes de investir, verifique seu perfil de investidor.
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