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BCs da Zona do Euro e da Inglaterra mantém juros inalterados

No Radar do Mercado: decisão dos bancos centrais da Zona do Euro e da Inglaterra já era esperada pelo mercado; ainda hoje, houve a divulgação das vendas no varejo do Brasil e dos EUA

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Itaú Private Bank

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BCE mantém juros inalterados, mas ajusta ritmo de normalização do balanço

O Banco Central Europeu (BCE) decidiu manter suas taxas de juros inalteradas. Com a decisão, a taxa de refinanciamento segue em 4,50%, a de depósitos para 4,00% e a de empréstimos para 4,75%.

A reunião também marcou a atualização das projeções do comitê, que revisou para baixo a inflação de 2023 e 2024 em relação ao divulgado em setembro. Agora, as autoridades esperam que a inflação caia gradualmente durante o próximo ano, se aproximando da meta de 2% em 2025.

O comitê também decidiu ajustar o ritmo da normalização de seu balanço. No primeiro semestre de 2024, o BC manterá os reinvestimentos do Programa de Compra de Emergência da Pandemia (PEPP). No segundo, pretende reduzir sua carteira em 7,5 bilhões de euros por mês até o final do ano.

Na coletiva de imprensa, a presidente do grupo, Christine Lagarde, destacou que a decisão por uma normalização mais rápida do balanço não indica intenção em promover ajustes nos juros. Segundo Lagarde, há um intervalo entre os processos de alta e corte das taxas, e que ainda não houve discussão sobre reduções.

Banco da Inglaterra também mantém juros inalterados

Conforme esperado, o Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês) também manteve suas taxas de juros em (em 5,25%). A decisão, porém, não foi unânime. Três membros votaram a favor de uma alta de 25 pontos-base.

No comunicado, a autoridade monetária britânica destacou que os juros seguirão em nível restritivo por um longo período, e não descartou novas altas caso as pressões inflacionárias persistam. Nas projeções das autoridades, a inflação voltaria para a meta de 2% ao final de 2025.

No Brasil, vendas no varejo recuam em outubro

O volume de vendas no comércio varejista ampliado recuou 0,4% em outubro, abaixo do esperado (+0,3%). Na comparação anual, o indicador registrou alta de 2,5%.

Entre os 10 setores analisados no mês, cinco avançaram e cinco contraíram. A maior alta ficou com material de construção, enquanto o destaque negativou ficou com hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo.

No conceito restrito (que desconsidera veículos, motos, partes e peças, além de material de construção), as vendas caíram 0,3% no mês, abaixo das expectativas (+0,4%). Na base anual, a alta foi de 0,2%.

Nossa visão: os dados de atividade iniciam o 4T mais fracos e reforçam o cenário de desaceleração econômica. Contudo, nosso indicador diário de atividade (IDAT- Atividade) aponta para um crescimento do consumo em novembro, o que pode dar um fôlego adicional de curto prazo.

Vendas no varejo americano sobem mais do que o esperado

As vendas no varejo dos EUA cresceram 0,3% em novembro, acima do projetado pelo mercado, que esperava uma queda de 0,1%. Por outro lado, houve revisão para baixo da leitura anterior (agora em -0,2%).

Excluindo automóveis e gasolina, as vendas subiram 0,6%, acelerando em relação a outubro (0,1%). Já o grupo de controle, que tem maior relação com o componente de consumo do Produto Interno Bruto (PIB) americano, acelerou para 0,4%. Ambas as leituras vieram acima do esperado.

Nossa visão: Apesar do cenário de inflação ainda alta e custos mais altos de financiamento, a leitura de hoje segue indicando uma economia resiliente, afastando o cenário de recessão no curto prazo.

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